Doutor Carlos Leite

30 de novembro de 2008

A alimentação do bebê

Arquivado em: Pediatria — admin @ 14:00

 

            A composição do leite de cada espécie de mamífero difere  para suprir as necessidades especiais de seus descendentes, variando  com relação à concentração de calorias, proteínas, gorduras e sais minerais. O leite materno é um alimento que a natureza elaborou para o pleno desenvolvimento de seu filho, com concentrações corretas desses elementos, impedindo sobrecargas renais ou carencias nutricionais. Por isto a Organização Mundial de Saúde recomenda que até o sexto mês o bebê receba aleitamento materno exclusivo por conter  todos os nutrientes necessários ao seu desenvolvimento.

          O leite materno contém  anticorpos que protegerão o bebê contra infecções, é  livre de alergenos e bactérias,  chega ao seu destino sem manipulações e na temperatura certa.   Além disso, é rico em pro bióticos (microorganismos vivos que formarão a flora ou microbiota  intestinal que trazem benefícios ao hospedeiro) e prebióticos ( ingredientes alimentares não digeríveis, que estimulam o crescimento da microbiota). Essa microbiota, além de efeito barreira, impedindo a invasão da mucosa intestinal por bactérias patogênicas, tem funções importantes. Atuam  na  produção de vitaminas ( K), absorção de minerais (cálcio, ferro, magnésio) e fermentação,  da parte que não é digerida, e do muco produzido pela  mucosa intestinal, formando ácidos graxos, que se admite úteis na prevenção de doenças intestinais degenerativas.

        Além do aspecto nutricional, a amamentação deve ser valorizada e incentivada, pois propicia a primeira base para o desenvolvimento emocional do bebê, o vínculo mãe/filho, abrindo espaço para que ele seja tranqüilo, feliz e seguro. O esforço para sugar o seio vai estimular os ossos e a musculatura da sua face, prevenindo problemas ortodônticos. Sugar a mamadeira precisa de esforço menor e por isto estimula menos o desenvolvimento desses músculos; por ser mais fácil sugar a mamadeira, ele pode recusar o seio depois de começar a usá-la. Por isto, se quer amamentar, evite o seu uso, mesmo como complemento.

 Raramente há contra-indicação ou incapacidade materna para esta atividade. Leia as instruções ”Cuidados com as mamas na lactação”, e então é só levá-lo ao seio e deixar que sugue que a natureza se encarrega de propiciar esta verdadeira “transfusão de saúde”. Em condições normais, pode ser iniciado logo após o parto, com horário livre: o bebê mama na hora que quiser e a quantidade que desejar.

        É preferível deixar que ele determine o intervalo entre as mamadas: será curto de início, mas ele logo estabelecerá o seu ritmo.

Amamentar tem uma série de vantagens:

Para as mães: acelera a involução do útero ao estado pré-parto, reduz a incidência de neoplasias da mama e ovários, diminui a incidência de osteoporose.

Para os bebês: é o alimento apropriado para ele, bastante para suprir suas necessidades para desenvolvimento saudável, proteção significativa contra infecções gastrintestinais, respiratórias e menor incidência de doenças alérgicas (rinite, eczema, asma, etc.) e degenetativas do tubo digestivo. Estimula o vínculo mãe/filho. Propicia o desenvolvimento harmônico dos ossos e músculos da face, prevenindo problemas de má oclusão, respiração bucal, micrognatia, mordida cruzada, etc 

 

           

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