O vírus A-H1N1 continua se espalhando pelo mundo, a meu ver, meio preguiçosamente. Já está presente em 33 paises, com 5728 casos confirmados. A sua virulência também parece estável, com perto de 60 óbitos, com percentagem de 1,04 %. O número esperado para gripes sazonais é um pouco menor : 0,5% ou 1 óbito para 200 casos.
Continua me intrigando o fato de a incidência maior se localizar o hemisfério norte, que está saindo do inverno. Como breve entraremos no inverno isto me preocupa: a virulência poderá aumentar assim como a disseminação ser mais rápida. Faço estas considerações não para assustar, mas para não considerarmos que Deus é mesmo brasileiro e nos descuidarmos das medidas preventivas, que, em epidemias, são de valor crucial.
O curso inicial da dengue e das duas gripes, a H1N1 e a sazonal são idênticos. Estamos numa epidemia de dengue, que deve aumentar com as enchentes e alagamentos. Vamos iniciar a fase da gripe sazonal, e se a gripe H1N1 for pródiga, teremos um problema. Os kits de testes não serão suficientes para as três enfermidades. Se demorarmos a fazer o diagnóstico da H1N1 estaremos favorecendo a sua disseminação. E também perderemos o ponto ótimo para iniciar o tratamento (primeiras 48 horas).
Ficaria mais barato e efetivo para o governo usar todo o seu estoque de vacinas contra a gripe sazonal: depois disso, quadro de gripe é, com mais probabilidade, H1N1: isolam-se os contatos e se inicia o oseltamivir.
Acho que você pode ajudar vacinando-se contra a gripe sazonal e tomando as medidas de precaução da Associação Médica Brasileira: repito para que sejam gravadas:
Manter distância de no mínimo um metro de qualquer indivíduo com sintomas de gripe, e:
_ Evitar levar as mãos à boca e ao nariz.
1 _ Higienizar as mãos com freqüência, utilizando água e sabão ou soluções alcoólicas, especialmente se tocar a boca e nariz ou superfícies potencialmente contaminadas.
_ Reduzir o máximo possível o tempo de contato com pessoas potencialmente doentes.
_ Reduzir o máximo possível a permanência em ambientes com aglomeração de pessoas.
_ Nos ambientes que estiver freqüentando, melhorar o fluxo de ar,abrindo as janelas por exemplo.
Fora do ambiente de serviços de saúde, não há evidências que demonstrem benefícios do uso de máscaras cirúrgicas ou respiratórias para a proteção contra a exposição ao vírus em ambientes abertos.
Se optar por utilizar máscara, o uso adequado das mesmas segue os seguintes parâmetros:
_ Colocar a máscara cuidadosamente para cobrir a boca e o nariz e ajuste-a corretamente para melhor adaptação ao formato do rosto.
_ Evitar tocar na máscara durante o seu uso. Se tocar na máscara, para removê-la, por exemplo, higienizar as mãos utilizando água e sabão ou soluções alcoólicas.
_ Trocar a máscara quando apresentar umidade.
_ Utilizar máscara isoladamente, sem seguir as recomendações descritas acima, não garante proteção.
Não há evidências que comprovem proteção para o uso de máscaras
cirúrgicas para a população em ambiente aberto.