Relatorio do CDC/Atlanta ( Centers for Disease Control and Prevention, Atlanta) de 20/5/2009
O número de infectados com o vírus A-H1N1 nos Estados Unidos continua aumentando. Alcança agora 5.710 casos, em 48 estados, gerando 247 hospitalizações, com 8 óbitos. Também no mundo cresceo número de infectados e o de países atingidos.
Indidencia:
Idade média 17 anos, variando de 1 mes a 87 anos
Sexo feminino 51 %, masculino 49 %
Tempo médio da doença à admissão no Hospital 4 dias (variou entre 1 e 13 dias)
Tempo de hospitalização: média de 5 dias (variou de 2 a 31 dias)
Informações técnicas na página do Ministério da Saúde sobre influenza A (H1N1):
A influenza é um vírus presente em diversas espécies animais, sendo que foram descritos no vírus influenza A 16 tipos de hemaglutininas (H) e 9 de neuraminidades (N). Quando ocorrem mudanças em segmentos genômicos destes vírus, podem surgir cepas pandêmicas e aumentar sua virulência. Então, sempre existe a possibilidade dos diversos vírus influenza circulantes se rearranjarem, sejam de origem humana ou animal.
O Instituto Osvaldo Cruz (IOC) utiliza o método diagnóstico indicado pela OMS, chamado PCR em tempo real, que é altamente sensível. Os kits específicos para detecção da influenza A (H1N1) para uso no diagnóstico, distribuídos pelo CDC/Atlanta, já foram recebidos no IOC e estão em uso. A virologista Marilda Siqueira, chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do IOC, esclarece importantes aspectos da epidemia.
Marilda ressalta que existe um aspecto social importante nesta relação já que, ao longo da história humana, a domesticação de anumerosas.nimais aproximou o convívio mais direto entre humanos e animais e, recentemente, com o confinamento de animais criados para consumo na alimentação, entre outros fatores, criou possibilidades de rearranjo de vírus da influenza.
A especialista informa que até o momento o vírus influenza A (H1N1) tem se mostrado contagioso, porém sua letalidade parece baixa. Sobre os desdobramentos da situação atual, a especialista indica que é difícil prever cenários futuros. “Temos alguns quadros na nossa frente. Este vírus pode permanecer circulando com os tipos sazonais, possibilitando o intercâmbio genético entre eles. Pode surgir uma forma mais branda como resultado deste rearranjo, por exemplo. O vírus pode circular alguns meses e depois retornar de forma mais severa, como foi observado em outras situações. Não podemos esquecer que temos também o vírus influenza H5N1, aviário, que está circulando em algumas partes do mundo. Enfim, é impossível prever. Temos vários quadros pela frente, por isso não podemos relaxar na vigilância do vírus. O mais importante é continuarmos alertas e preparados para o enfrentamento, com a rede de vigilância atenta para os desdobramentos”, aponta.
. A virologista rebate comentários sobre alarde exagerado na vigilância sobre a atual pandemia. “O controle de qualquer vírus respiratório é difícil. É necessário tomar as providências necessárias na hora certa. No Brasil, o Ministério da Saúde está fazendo tudo o que é necessário para conter a situação, com responsabilidade total com os compromissos firmados internacionalmente”, indica, ressaltando que a própria mobilização em torno da doença foi um dos elementos que tem contribuído para o controle.