Doutor Carlos Leite

11 de junho de 2009

Estamos em pandemia

Arquivado em: Pediatria — admin @ 17:41

 

Em discurso hoje (11/6), a presidente da Organização Mundial de Saúde (WHO), Dra. Margereth Chan admitiu que o vírus A-H1N1 alcançou o nível 6, pandemia, sendo impossível detê-lo. Alcançou 74 países, com 28.774 casos confirmados, levando a 144 óbitos. Nos USA são 13.217 casos confirmados, que causaram 27 mortes. O Brasil já tem 40 casos diagnosticados, mas, felizmente nenhum óbito.

             A mudança do nível 5, para o máximo, 6 que qualifica a pandemia, não indica agravamento da virulência do vírus, embora isso possa acontecer a qualquer momento. Significa que os focos de infecção atingiram países de várias regiões (mais de duas), facilitando a sua difusão mundial. Em casos de pandemia (epidemia mundial),  o roteiro da OMS obriga a medidas sanitárias por todos os países, para reduzir sua expansão, podendo até  obrigar ao fechamento de fronteiras.

          Mantenha a sua resistencia física no máximo: use dieta balanceada e nutritiva, com verduras, legumes, e frutas (equilíbrio entre proteínas, carboidratos e gorduras não saturadas com bastante líquidos, suco de frutas); evite ou reduza fumo e bebidas alcoólicas; tenha atividades recreativas, esportivas  e evite o estresse, o frio ou calor excessivo, choques térmicos;  não tenha atividade física extenuante e tenha a quantidade suficiente de sono. Além disso, cuide de sua proteção, seguindo o roteiro abaixo.Como essa pandemia já está em curso, repetimos as instruções da Sociedade Brasileira de Infectologia, baseada nos trabalhos do CDC/Atlanta, que já antecipamos.

     DOCUMENTO PARA O PÚBLICO EM GERAL – PROCEDIMENTO PARA A POPULAÇÃO: CUIDADOS

    1.1 – Onde casos detectados de gripe pelo vírus Influenza A/H1N1

 O paciente com uma suspeita de infecção pelo vírus Influenza A (H1N1) deverá utilizar máscara desde o momento em que for identificada a suspeita de até a chegada no local de isolamento hospitalar ou domiciliar.

 1.2 – Onde NÃO HÁ casos detectados de gripe pelo vírus

Influenza A/H1N1

Não há evidências que comprovem proteção para o uso de máscaras

cirúrgicas para a população em ambiente aberto.

 2 – PROCEDIMENTOS

2.1 – São considerados casos suspeitos

Pessoas que apresentarem febre alta de maneira repentina (> 38ºC) E tosse podendo estar acompanhadas de um ou mais dos seguintes sintomas: dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações ou dificuldade respiratória,

E

a. Ter apresentado sintomas até 10 dias após voltar de viagens ao exterior, de países que reportaram casos de Influenza A/H1N1;

OU

b. Ter tido contato próximo, nos últimos 10 dias, com uma pessoa

classificada como caso suspeito de Influenza A/H1N1.

 2.2 – Procedimentos em relação aos casos suspeitos

Procurar atendimento médico, mas somente nos casos acima.

3 – RECOMENDAÇÕES

Se você esteve em área afetada pela gripe suína e apresenta alguns dos sintomas acima, adotar quarentena domiciliar voluntária e:

 nPermaneça em casa durante dez dias, utilizando máscara cirúrgica descartável.

 nNão vá ao trabalho ou à escola.

 nMeça sua temperatura três vezes ao dia.

 nFique atento para o surgimento de tosse.

 nNão compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.

 nEvitar tocar olhos, nariz ou boca.

 nCubra o nariz e boca quando tossir ou espirrar.

 nLavar as mãos freqüentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar.

 nManter o ambiente ventilado.

 nEvitar contato próximo com pessoas

  Contato próximo: cuidar, conviver ou ter contato direto com secreções respiratórias ou fluidos corporais de um caso                    

  

 Confirmação laboratorial dos casos de influenza A(H1N1) até 14:00 GMT, 11 June 2009

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