Doutor Carlos Leite

17 de julho de 2009

Nova estatística – 16 de julho

Arquivado em: Pediatria — admin @ 6:49

Atualização da evolução da gripe A- H1N1,  em 16 de julho

 

Agora  à tarde o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, informou aspectos da nova gripe:

 

1-     Foram confirmados perto de 1.200 casos da gripe, com  ocorrência de  11 óbitos, e alguns poucos casos internados, devido à gravidade de suas infecções. Vemos que a imensa maioria dos casos teve recuperação completa. Some-se a isto, os casos que não entraram na estatística, considerados gripes sazonais, devido às dificuldades de diagnóstico

2-     O vírus já tem circulação continuada no território nacional. Isto significa que o contágio não mais depende de contato com pacientes vindos do exterior, quando a incidência da doença  crescia de modo aritmético. Com a circulação autóctone a disseminação cresce de maneira exponencial, como já estava previsto.

3-     As condutas adotadas pelo Ministério da Saúde continuam as mesmas, seguindo orientação da Organização Mundial de Saúde e CDC/Atlanta.

4-     Não há razão para alarme: embora muito contagiosa e ainda sem perfil clínico definido, a maioria dos casos, até agora, evoluiu de maneira semelhante à gripe sazonal, com  índice de óbitos semelhante.

  

                        Minha impressão pessoal

 

            Como já vimos em blog anterior, dos três  virus da Influenza, o tipo A é o mais agressivo, capaz de  provocar pandemias, como esta que acontece. O quadro clínico das infecções pelos vírus do tipo A  é muito semelhante, impedindo o seu diagnóstico clínico: no caso, a gripe sazonal (que ocorre no mundo em todo outono/inverno), e a gripe causada pelo H1N1, sem auxilio de exames laboratoriais. A sua porta de entrada em nosso organismo é atravéz das mucosas dos olhos, nariz e garganta. Alcançam as vias respiratórias, onde invadem as células epiteliais para se multiplicar. Alcançando replicação suficiente, rompem essas células para invadir outras celulas do mesmo organismo, e, parte é eliminada na respiração para atacar outras pessoas.As células rompidas facilitam a penetração de bactérias que podem causar pneumonias, que ocorrem nos casos mais graves.

             Como já sabemos, para que ocorra uma pandemia são necessárias tres condições: novo tipo de germe, uma população sem imunidade à ele, e um vetor, que, no caso é o próprio doente. Essas condições ocorrem no momento em todo o mundo, o que nos leva a concluir que esta pandemia terá curso  inexorável e de maneira continuada.

             Pesquisa realizada pela Universidade  Harvard, há três semanas, mostra que seis entre dez  americanos estão apreensivos com a extensão dessa gripe no próximo período propício à sua disseminação, que ocorrerá no outono/inverno americano.

          O Governo Americano também pensa assim e   destina vultosas verbas suplementares para que a população seja protegida com a produção e aquisição de vacinas para aplicação em massa, naquele período.  

            Estamos no inverno, época de infecções respiratórias, em especial  das gripes. Já sabemos que a gravidade de uma infecção depende da quantidade germes a que nos expomos, da sua virulência e de nossa resistência pessoal. São sempre mais graves em gestantes, menores de 2 anos e idosos.

            Embora precise de tempo para que conheçamos a evolução desse vírus, até agora podemos considerá-lo semelhante ao da gripe sazonal, com baixa virulência. Falta uma explicação para o alto índice  de óbitos ocorridos no surto inicial do México, do surto atual da Argentina (0,4 %) e do Rio Grande do Sul (perto de 0,6 %). Consideramos normal a porcentagem de menos de 0,2 por cento obtidas nos outros países. Seriam causadas por cepas mais agressivas? Seriam  pessoas com outras doenças pre-existentes? Pessoas com resistência diminuida? Infecções por grande quantidade de vírus? Ainda não temos resultados das autopsias realizadas.

            Podemos aumentar nossa resistência pessoal, mantendo hábitos saudáveis: boa alimentação, incluindo frutas e seus sucos, verduras e legumes, abolindo ou reduzindo o consumo de álcool e fumo, guardando tempo para exercícios físicos, repouso e atividades lúdicas, além das nossas atividades obrigatórias.

            Podemos reduzir a carga de germes que recebemos, obedecendo às instruções tão divulgadas: evitar contato com pessoas gripadas, evitar concentração de pessoas em ambiente pouco ventilado, evitar tocar as mucosas dos olhos, nariz e boca, com as mãos, que devem ser lavadas com água e sabão ou friccionadas com álcool gel com a freqüência necessária. Eventualmente em ambientes fechados e com aglomerações, poderá ser recomendado  o uso de máscaras cirúrgicas, não indicadas para ambientes abertos e ventilados.

            Obedecidas estas condições, nossa resistência pessoal, através da atividade de nossos leucócitos e secreções,  poderá destruir aquela pequena quantidade de vírus que nos alcançar, provocando uma infecção assintomática, dando-nos imunidade, à semelhança de uma vacina. Mesmo que isto não aconteça, estaremos contribuindo para reduzir a disseminação desse vírus, criando espaço de tempo para obtenção da vacina, que está próxima.

            Além desses cuidados, procurar logo seu médico ou posto de saúde em caso de infecção respiratória acompanhada de sintomas comuns às gripes: febre alta e persistente, dor de garganta, no corpo, juntas e tosse.

            Portanto, faça a sua parte, cuide-se e siga as recomendações do Ministério da Saúde.

2 Comentários »

  1. Hello! Please e-mail me your contacts. I have a question webmaster@complective.ru” rel=”nofollow”>……

    Thank you!!!…

    Trackback por Webmaster — 11 de junho de 2010 @ 3:40

  2. Não consegui completar a chamada
    para resposta

    Comentário por admin — 15 de junho de 2010 @ 10:46

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