Boletim de 2 de outubro da Organização Mundial de Saúde (OMS) informa que o número de casos de gripe suína alcançou a cifra de 343.298 casos confirmados, em 191 países, ocasionando 4.108. Está havendo redução de novos casos, embora eles continuem a ocorrer em todo o mundo.
O governo americano espera uma segunda onda com a chegada do inverno no hemisfério norte e tem, já pronto para aplicação a ser iniciada agora em outubro, mais de 150 milhões de doses de vacinas. Embora exista a preocupação de maior gravidade na segunda onda de infecções pelo vírus pandêmico que deve ocorrer a partir do outono (abril/maio no Brasil), por re-arranjo genético com os vírus sazonais em circulação, trabalhos realizados em animais não tem sugerido essa possibilidade. O estudo genético dos vírus A-H1N1 em circulação não tem mostrado mudanças substanciais, mas existe este risco.
As vacinas que o governo americano oferece são de três tipos:
1 – Virus atenuados para aplicação por spray nasal, indicado para pessoas entre 2 e 49 anos. Esse esquema já foi usado em teste anterior com vacinas do vírus sazonal, com bons resultados para esta faixas etária.
2 - Vacinas com vírus inativados, em ampolas individuais, que por isto não exigiu o uso de timerosal, indicadas para gestantes e pessoas com alergia ao mercurial.
3 – Vacinas de vírus inativados, em frascos multi-doses, contendo timerosal para evitar contaminação (Thimerosal é um importante preservativo, que protege as vacinas contra potencial contaminação que pode ocorrer nos frascos muti-doses, depois de abertos).
As cepas analisadas em mais de 10 mil culturas, realizadas em vários continentes, não diferiram substancialmente e foram então selecionadas as cepas para produção. No Brasil teremos apenas as vacinas inativadas e o paciente deverá informar, em caso de gravidez ou alergia ao timerosal, ou ainda a ovos de galinha (nesse caso deve ser alergia intensa). O governo brasileiro adquiriu cerca de 20 milhões de doses, todas injetáveis, além daquelas que o Instituto Manguinhos vai produzir.
A OMS estima que a capacidade mundial para produção desta vacina é de 3 bilhões de doses anuais, insuficiente para proteger uma população de 6,8 bilhões de pessoas, pois todos são susceptíveis ao novo vírus. Agravado pelo fato de ainda não estar estabelecida a necessidade de 2a. dose da vacina.
Há concordância em que a vacina deve ser aplicada antes do pico de incidência da infecção, que é no início do inverno. No Brasil deveremos ter as vacinas agora em dezembro, com tempo bastante para sua distribuição e aplicação obedecendo esta orientação.
Quanto às reações à vacina, espera-se boa tolerância, como ocorre com a vacina do vírus sazonal, embora nunca se tenha feito vacinação com os números que esperamos alcançar.
A vacina não está indicada para bebês abaixo de 6 meses o que obriga a cuidados especiais com essa faixa etária: evite leva-los a locais com concentração de pessoas, evite que manuseiem brinquedos e outros objetos usados por outras crianças; lave vigorosamente com água e sabão seus brinquedos que foram usados por outras crianças.
Com relação ao quadro clínico, a infecção mostra-se semelhante em todo o mundo: ocorrência maior entre 18 e 49 anos, levando a quadros de pouca intensidade que dispensam o uso de antivirais, mas que podem se complicar quando ocorre grande acometimento pulmonar, levando à pneumonias(Vigie o surgimento de sinais de agravamento do quadro que são: respiração rápida ou difícil, inapetência para alimentos ou líquidos, desânimo, irritação, recusa de contato com o ambiente. Esses sinais indicam a necessidade urgente de procurar hospital de referencia).
Devido a alteração da imunidade comum nas gestantes, a gravidade da infecção é maior entre grávidas, que por isto devem ter preferência na aplicação das vacinas.
LEMBRE QUE DEVEM SER EVITADAS AS VACINAS QUE CONTEM TIMEROSAL EM GESTANTES.