Doutor Carlos Leite

9 de novembro de 2009

GRIPE SUINA – Atualização em 1/11/2009

Arquivado em: Pediatria — admin @ 18:54

                 

            Boletim do NHI (Instituto Nacional de Saúde, dos Estados Unidos) de 1/11/2009 informa que a transmissão do influenza A-H1N1 continua intensa e persistente no território Americano. As suas características continuam as mesmas: é mais contagiosa que a gripe sazonal, a incidência de casos secundários (2º caso no domicílio) ocorre em cerca de 1 em cada 5 casos, a letalidade é pouco maior que a gripe sazonal, e a complicação principal é aparecimento de pneumonia.

Nos Estados Unidos  já começou a vacinação, com preferência para crianças, idosos, grávidas e trabalhadores em serviços de saúde, escola e que lidam com o público, devido à pequena disponibilidade de vacinas no momento. Os outros grupos serão vacinados a seguir.

            Na Europa o aumento dos casos sinaliza como um início precoce do inverno: sabemos que as baixas temperaturas levam a concentração de pessoas em ambientes fechados, o que favorece as infecções respiratórias.

            O vírus A-H1N1 é o predominante em 199 países, contabilizando 6 mil óbitos. Perdeu-se o interesse em divulgar o número de casos de A-H1N1, devido a ocorrência de casos leves, na  sua maioria.

            A única providência efetiva na prevenção da doença é a vacinação com a vacina específica, que deverá ser iniciada no Brasil, no 1º trimestre de 2010, em tempo de reduzir o número de casos. O Centro de Doenças Contagiosas de Atlanta aconselha que se aplique as duas vacinas  ao mesmo tempo: a vacina contra a gripe sazonal e a nova vacina contra A-H1N1.

            De acordo com o CDC entre 5 e 20 % da população dos USA sofre uma infecção de influenza sazonal a cada ano. Desses,  mais de 200.000 infectados são hospitalizados por complicações e  a letalidade é de 36.000 óbitos anuais.A doença é mais grave em pacientes idosos, crianças abaixo de 5 anos, gestantes e naquelas pessoas portadoras de doenças crônicas(diabete, pneumopatias, AIDS), ou em uso de imunossupressores (drogas para câncer ou corticoides em doses altas.

Aqui no Brasil  incidência da gripe suína deve aumentar no início do inverno, como ocorre no hemisfério norte. Por isto vamos repetir os cuidados para impedir a sua disseminação no inverno.

                As recomendações continuam as mesmas

             Para todos os Indivíduos saudáveis assintomáticos

 - Manter-se hígido, sem estress e com alimentação equilibrada que inclua legumes,  verduras, suco de frutas e líquidos com abundância. Tenha o repouso necessário.

- Manter distância de no mínimo um metro de qualquer indivíduo com sintomas de gripe, e_ Evitar levar as mãos à boca e ao nariz.

- Higienizar as mãos com freqüência, utilizando água e sabão ou soluções alcoólicas,       especialmente se tocar a boca e nariz ou superfícies potencialmente contaminadas.

- Reduzir o máximo possível o tempo de contato com pessoas potencialmente doentes. _ Reduzir o máximo possível a permanência em ambientes com aglomeração de pessoas.

-  Nos ambientes que estiver freqüentando, melhorar o fluxo de ar, abrindo as janelas, por exemplo.

- Fora do ambiente de serviços de saúde, não há evidências que demonstrem benefícios do uso de máscaras cirúrgicas ou respiratórias para a proteção contra a exposição ao vírus em ambientes abertos.

  Se optar por utilizar máscara, o uso adequado das mesmas segue os seguintes parâmetros:

 _ Colocar a máscara cuidadosamente para cobrir a boca e o nariz e ajuste-a corretamente para melhor adaptação ao formato do rosto.

_ Evitar tocar na máscara durante o seu uso. Se tocar na máscara, para removê-la, por exemplo, higienizar as mãos utilizando água e sabão ou soluções alcoólicas.

_ Trocar a máscara quando apresentar umidade.

_ Utilizar máscara isoladamente, sem seguir as recomendações descritas acima, não garante proteção.

  Para todos os indivíduos com sintomas respiratórios (febre, tosse, dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações ou dificuldade respiratória):

 _ Higienizar as mãos com freqüência, utilizando água e sabão ou soluções alcoólicas, especialmente se tocar a boca e nariz ou superfícies potencialmente contaminadas, principalmente após tossir ou espirrar.

_ Cobrir o rosto (boca e nariz) quando tossir ou espirrar com lenço descartável.

_ Permanecer em casa durante dez dias, utilizando máscara cirúrgica descartável.

_ Reduzir contatos sociais desnecessários

_ Mensurar a temperatura três vezes ao dia e usar antitérmicos.

_ Ficar atento para o surgimento de febre _ 38º C e tosse

_ Procurar  seu médico ou serviço de saúde para avaliação se os sintomas acima persistirem                    

            Em crianças, sinais de insuficiência respiratória (dificuldade para respirar ou  falar  e respiração curta e rápida, com gemidos; na inspiração: movimentos das narinas, afundamento dos espaços entre as costelas; lábios ou unhas arroxeadas,  desanimada) indicam a necessidade de atendimento urgente.

5 de outubro de 2009

Considerações sobre a gripe A-H1N1

Arquivado em: Pediatria — admin @ 23:25

Boletim de 2 de outubro da Organização Mundial de Saúde (OMS) informa que o número de casos de gripe suína alcançou a cifra de 343.298 casos confirmados,  em 191 países, ocasionando 4.108. Está havendo  redução de novos casos, embora eles continuem a ocorrer em todo o mundo.

O governo americano espera uma segunda onda com a chegada do inverno no hemisfério norte e  tem, já pronto para aplicação a ser iniciada agora em outubro, mais de 150 milhões de doses de vacinas.  Embora exista a preocupação de maior gravidade na segunda onda de infecções pelo vírus pandêmico que deve ocorrer a partir do outono (abril/maio no Brasil),  por re-arranjo genético com os vírus sazonais em circulação, trabalhos realizados em animais não tem sugerido essa possibilidade. O estudo genético dos vírus A-H1N1 em circulação não tem mostrado mudanças substanciais, mas existe este risco.

As vacinas que o governo americano oferece são de três tipos:

1 – Virus atenuados para aplicação por spray nasal, indicado para pessoas entre 2 e 49 anos. Esse esquema já foi usado em  teste  anterior com vacinas do vírus sazonal, com bons resultados para esta faixas etária.

2 - Vacinas com vírus inativados, em ampolas individuais, que por isto não exigiu o uso de timerosal, indicadas para gestantes e pessoas com alergia ao mercurial.

3 – Vacinas de vírus inativados, em frascos multi-doses, contendo timerosal para evitar contaminação (Thimerosal é um importante preservativo, que protege as vacinas contra potencial contaminação que pode ocorrer nos frascos muti-doses, depois de abertos).

As cepas analisadas em mais de 10 mil culturas, realizadas em vários continentes, não diferiram substancialmente e foram então selecionadas as cepas para produção. No Brasil  teremos apenas as vacinas inativadas e o paciente deverá informar, em caso de gravidez ou alergia ao timerosal, ou ainda a ovos de galinha (nesse caso deve ser alergia intensa). O governo brasileiro  adquiriu cerca de 20 milhões de doses, todas injetáveis, além daquelas que  o Instituto Manguinhos vai produzir.

A OMS estima que a capacidade mundial para produção desta vacina é de 3 bilhões de doses anuais, insuficiente para proteger  uma população de 6,8 bilhões de pessoas, pois todos são susceptíveis ao novo vírus. Agravado pelo fato de ainda não estar  estabelecida a necessidade de 2a. dose da vacina.

Há concordância em que a  vacina deve ser aplicada antes do pico de incidência da infecção, que é no início do inverno. No Brasil deveremos ter as vacinas agora em dezembro, com tempo bastante para sua distribuição e aplicação obedecendo esta orientação.

Quanto às reações à vacina, espera-se boa tolerância, como ocorre com a vacina do vírus sazonal, embora nunca se tenha feito vacinação com os números que esperamos alcançar.

A vacina não está indicada para bebês abaixo de 6 meses o que obriga a cuidados especiais com essa faixa etária: evite leva-los a locais com concentração de pessoas, evite que manuseiem brinquedos e outros objetos usados por outras crianças; lave vigorosamente com água e sabão seus  brinquedos que foram usados por outras crianças.

Com relação ao quadro clínico, a infecção mostra-se semelhante em todo o mundo: ocorrência maior entre 18 e 49 anos, levando a quadros  de pouca intensidade que dispensam o uso de antivirais,  mas que podem se complicar quando ocorre grande acometimento pulmonar, levando à pneumonias(Vigie o surgimento de sinais de agravamento do quadro que são:  respiração rápida ou difícil, inapetência para alimentos ou líquidos, desânimo, irritação, recusa de contato com o ambiente. Esses sinais indicam a necessidade urgente de  procurar hospital de referencia).

  Devido a alteração da imunidade comum nas gestantes, a gravidade da infecção é maior entre   grávidas, que por isto devem ter preferência na aplicação das vacinas. 

 LEMBRE QUE DEVEM SER EVITADAS AS VACINAS QUE CONTEM TIMEROSAL EM GESTANTES.

Politicos condenados

Arquivado em: Pediatria — admin @ 10:42

A população conseguiu colher 1 milhão e 300 mil assinaturas para sugerir o projeto de lei que tem por objetivo filtrar os candidatos a cargos públicos, evitando candidaturas de quem tenha sido condenado em 1a. instância. Foi uma vitória, mas o objetivo ainda não foi obtido: é necessário   manter vigilância e pressão sobre os atuais congressistas para que o projeto seja efetivado.

5 de setembro de 2009

DEVER DE CIDADANIA 2

Arquivado em: Pediatria — admin @ 11:09

Você que se decepciona com nossos políticos ajude a impedir aqueles politicos condenados em 1a. instancia, de se candidatarem: assine as listas espalhadas pelo país, inclusive nas igrejas católicas.

31 de agosto de 2009

Pior que a gripe suina

Arquivado em: Pediatria — admin @ 23:07

Antes de qualquer comentário, uma pergunta: você já assinou o abaixo assinado para  que candidatos julgados culpados, mesmo em primeira instancia, tenham impedidas as suas candidaturas a cargos eleitorais? Você encontra a lista em qualquer igreja católica. Acho que é um modo de mostrar nossa indignação com os políticos que aí estão roubando o nosso dinheiro.O prazo vence dia 7 de setembro. Avise seus amigos para que cumpram esse dever de cidadania e lembrem os nomes daqueles que estão se “lixando para o povo”. Não vote neles.

5 de agosto de 2009

Gripe suína – Atualização do protocolo

Arquivado em: Pediatria — admin @ 9:45


GRIPE A- (H1N1) NOVAS CONDUTAS

Em 3/8/2009

Com a evolução da pandemia da Influenza A-H1N1, mais se conhece da doença e os protocolos vão sendo adaptados, baseados na experiência colhida.

As condições ainda são propicias ao desenvolvimento de número de casos cada vez maior. Existe um novo agente infeccioso, existe toda população mundial susceptível a ele, e, os vetores são os próprios pacientes infectados, em número cada vez maior.

O novo vírus, embora tenha surgido no inicio do verão do hemisfério norte (onde ainda está presente em casos isolados, mas também em pequenas epidemias), encontra no hemisfério sul condições propicias à sua propagação: baixas temperaturas fazem com que os ambientes sejam menos ventilados, aumentando a concentração do vírus. A diminuição da umidade do ar reduz a hidratação e o movimento dos cílios das células das vias respiratórias, que são importantes mecanismos de defesa.

Em 31 de julho a OMS relatou a existência de 134.503 casos confirmados da Influenza A-H1N1, responsável por 816 óbitos. O número das infecções está subestimado, pois só são incluídos os casos com exames positivos. Esses exames só foram feitos em pessoas gravemente doentes ou em grupos de risco. Os casos leves não foram incluídos nessa estatística. O novo virus, identificado pelos exames é o dominante na Argentina, Chile, Brasil, Nova Zelândia, Australia, Canadá e Inglaterra.

O relatório do Ministério da Saúde do Brasil divulgado dia 31 de julho faz uma análise a partir da notificação, investigação, diagnóstico laboratorial e tratamento dos pacientes infectados pelo vírus influenza A (H1N1) e que apresentaram, além de febre e tosse, dificuldade respiratória, ainda que moderada ( quadro compatível com a síndrome respiratória aguda grave – SRAG) e dos grupos de risco para desenvolver formas graves da doença.
1. O nível de gravidade dos casos de influenza A (H1N1) e de gripe comum se mantém semelhantes (19% para a nova gripe e 18,5% para a gripe sazonal), reforçando a indicação de que a abordagem clínica para diagnóstico, tratamento e internação deve ser a mesma para os casos de síndrome gripal, que inclui a gripe sazonal.
2. Também são semelhantes os principais sintomas apresentados pelos pacientes graves infectados por ambos os grupos de vírus, o que dificulta o diagnóstico clínico. Os exames laboratoriais confiáveis são demorados, e nos casos considerados de risco, tanto em pessoas infectadas pelo novo vírus como pela influenza sazonal, o tratamento deve ser imediato. Lembrem-se de que o oseltamivir foi criado para combater a gripe comum. São considerados casos de risco as gestantes (seu sistema imunológico está comprometido), como também, doenças respiratórias crônicas,
imunodeprimidos (por medicação ou AIDS) cardiopatias e hipertensão. Esses são os fatores de risco mais freqüentes entre os pacientes graves, que podem evoluir para óbito: estes casos devem receber tratamento imediato,

3. As evidências acima reforçam o protocolo de manejo clínico elaborado pelo Ministério da Saúde, e adotado por outros países, Organização Pan Americana de Saúde (OPAS) e Organização Mundial de Saúde (OMS), que inclui grávidas e pessoas com doenças cardiovasculares e respiratórias entre os grupos de risco que devem receber o tratamento até 48 horas após o início dos sintomas. Um fator de risco e doença grave pelo novo vírus tem 3,46 vezes mais possibilidade de letalidade, quando comparado com o grupo de pessoas, também com doença grave pelo novo vírus, mas sem fator de risco.

4. Em relação ao boletim anterior (24/7), o índice de pessoas com Influenza A (H1N1) que morreram em relação às que apresentavam algum grau de gravidade caiu de 12,8% para 10,3%.
5. Dentre os vírus influenza que circulam atualmente no Brasil, permanece a proporção de 60% do tipo A (H1N1), observada no último boletim.

6. Nas novas diretrizes o MS adquiriu 18 milhões de vacinas contra o A-(H1N1) do laboratório Sanofi-Pasteur, que entregará parcela de 1 milhão até dezembro, já pronta para uso. O restante será entregue a granel, e será manipulada pelo Instituto Butantã, que também produzirá a vacina.

7. O uso do medicamento, oseltamivir ou Tamiflu, ficará a critério do médico do paciente, e o medicamento será fornecido mediante relatório com argumentação científica especificando o quadro clínico que permitiu o diagnóstico e a necessidade do uso do medicamento. Foi uma boa medida, que agiliza o tratamento dos casos graves, que deve ser iniciado de imediato.

Com relação ao adiamento do reinício das aulas, pode ter sido positivo no sentido de reduzir o contato de pacientes que viajaram para o exterior, ou locais que apresentam grande número de infecções, com quem não viajou. Esse espaço de uma semana, maior que o período de incubação da doença (em torno de 3 dias), permite a identificação dos casos infectados que deverão guardar quarentena de 10 (ou 12) dias antes de voltar às aulas.

Ainda não existe literatura sobre os portadores da doença que tiveram tratamento dentro do prazo útil (até 48 horas do inicio dos sintomas): o lógico seria considerá-los aptos sem completar o período de quarentena. Mas ainda não encontrei literatura sobre isto.

Contudo, os estudantes sem aulas devem evitar cinemas, teatros, shows e outras atividades que facilitam aglomeração em ambientes fechados.

Observações:

É indispensável que você observe as medidas recomendadas para se proteger e reduzir a difusão da gripe.

O CDC tem encontrado, nos Estados Unidos,  venda de oseltamivir (substância ativa do Tamiflu) falsificado. Portanto não procure adquiri-lo: o governo vai distribuí-lo de graça, mediante receita médica.



23 de julho de 2009

Repetindo medidas de proteção

Arquivado em: Pediatria — admin @ 13:24

                             CONHEÇA A GRIPE  A (H1N1)

                                              

                                              Os Estados Unidos ainda têm o maior número de doentes infectados com o virus A-H1N1. Cinqüenta e cinco Estados e territórios registraram até a última estatística do CDC dia19 de julho (é divulgada uma vez por semana, às sextas feiras),  40.617 casos, com ocorrência de 263 óbitos (índice de 0,16%). A distribuição dos casos pelos estados não segue uma lógica. Wisconsin tem 6031 casos com 5 óbitos, Texas, 4975 infectados e 24 óbitos, Illinois, 3357 doentes e 15 óbitos. South Dakota tem o menor numero de casos, 39, e nenhum óbito. Mesmo com a chegada do verão, casos desta gripe continuam ocorrendo, isolados em algumas regiões, mas pequenos focos epidêmicos em outras.            

                De acordo com o CDC/Atlanta, entre 5 e 20 % da população dos USA sofre uma infecção de influenza sazonal a cada ano. Desses,  mais de 200.000 infectados são hospitalizados por complicações e  a letalidade é de 36.000 óbitos anuais.A doença é mais grave em pacientes idosos, crianças abaixo de 5 anos, gestantes e naquelas pessoas portadoras de doenças crônicas(diabete, pneumopatias, AIDS), ou em uso de imunossupressores (drogas para câncer ou corticoides em doses altas).

                A gripe A (H1N1) tem o mesmo grau de severidade e disseminação da gripe sazonal. Por se tratar de uma nova mutação do vírus, a população mundial não tem defesa específica contra ele, o que garante a sua circulação prolongada. E isto está acontecendo: começou com crescimento lento e à medida que mais pessoas a adquirem, servem como vetores para alcançar cada vez mais pessoas, com crescimento geométrico. Até agora se mostra pouco agressivo, inclusive com incidência maior em jovens, diferenciando da gripe sazonal nesse aspecto. Provavelmente temos tratado muita gripe suína como sazonal, de tão semelhantes elas são.

                 O Presidente Obama acha que a pandemia vai ser longa e já liberou credito suplementar de US$ 1,82 bilhões para aquisição de antígenos do virus e seus  os adjuvantes necessários (substâncias que potenciam as vacinas, usando menor quantidade do vírus)  para produção de vacinas especificas contra gripe suína, para aplicação nos próximos anos. O Instituto Butantã também promete  liberar em outubro as vacina que está produzindo.

                A OMS acha que no momento é impossível controlar a sua expansão, sobretudo no hemisfério sul que acaba de entrar no inverno, época propícia para sua disseminação. A preocupação agora é reduzir a gravidade dos casos. E isto é possível se conseguirmos nos cuidar para receber uma carga menor do vírus e manter nosso organismo hígido. Nós já sabemos que o vírus nos alcança através das mucosas dos olhos, nariz e garganta diretamente por contato próximo de pessoa doente, ou são levados a elas por nossas mãos que tocaram secreções de doentes que, ao tossir ou espirrar, se espalham em móveis e objetos.

                 Por isto devemos mantê-las limpas, com uso de água e sabão ou higienizadas com álcool gel FRICCIONADO EM TODA A SUPERFICIE DAS MÃOS (menos propicio de causar acidentes, por ser menos inflamável).  Esses vírus penetram nas células do sistema respiratório para se multiplicar, gerando cada um, centenas de outros vírus. Parte desses novos vírus é eliminada pela respiração para atingir outras pessoas, , mas muitos ficam em  nossa árvore respiratória para atacar outras células, agravando a infecção.  A célula parasitada é rompida para liberação dos vírus multiplicados e deixa uma lesão desprotegida, fácil de ser infectada por bactéria, ocasionando uma pneumonia.

                                                        MEDIDAS  DE  PROTEÇÃO

                    

                    Para todos os Indivíduos saudáveis assintomáticos

_Manter-se hígido, sem estress e com alimentação equilibrada que inclua legumes,  verduras, suco de frutas e líquidos com abundância. Tenha o repouso necessário

Manter distância de no mínimo um metro de qualquer indivíduo com sintomas de gripe, e_ Evitar levar as mãos à boca e ao nariz.

_ Higienizar as mãos com freqüência, utilizando água e sabão ou soluções alcoólicas, especialmente se tocar a boca e nariz ou superfícies potencialmente contaminadas.

_ Reduzir o máximo possível o tempo de contato com pessoas potencialmente doentes. _ Reduzir o máximo possível a permanência em ambientes com aglomeração de pessoas.

_ Nos ambientes que estiver freqüentando, melhorar o fluxo de ar, abrindo as janelas, por exemplo.

_Fora do ambiente de serviços de saúde, não há evidências que demonstrem benefícios do uso de máscaras cirúrgicas ou respiratórias para a proteção contra a exposição ao vírus em ambientes abertos.

 

 Se optar por utilizar máscara, o uso adequado das mesmas segue os seguintes parâmetros:

 _ Colocar a máscara cuidadosamente para cobrir a boca e o nariz e ajuste-a corretamente para melhor adaptação ao formato do rosto.

_ Evitar tocar na máscara durante o seu uso. Se tocar na máscara, para removê-la, por exemplo, higienizar as mãos utilizando água e sabão ou soluções alcoólicas.

_ Trocar a máscara quando apresentar umidade.

_ Utilizar máscara isoladamente, sem seguir as recomendações descritas acima, não garante proteção.

 

 Para todos os indivíduos com sintomas respiratórios (febre, tosse, dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações ou dificuldade respiratória):

 _ Higienizar as mãos com freqüência, utilizando água e sabão ou soluções alcoólicas, especialmente se tocar a boca e nariz ou superfícies potencialmente contaminadas, principalmente após tossir ou espirrar.

_ Cobrir o rosto (boca e nariz) quando tossir ou espirrar com lenço descartável.

_ Permanecer em casa durante dez dias, utilizando máscara cirúrgica descartável.

_ Reduzir contatos sociais desnecessários

_ Mensurar a temperatura três vezes ao dia e usar antitérmicos.

_ Ficar atento para o surgimento de febre _ 38º C e tosse

_ Procurar  seu médico ou serviço de saúde para avaliação se os sintomas acima persistirem                   

           

Em crianças , sinais de insuficiência respiratória (dificuldade para respirar ou  falar  e respiração curta e rápida, com gemidos; na inspiração: movimentos das narinas, afundamento dos espaços entre as costelas; lábios ou unhas arroxeadas,  desanimada) indicam a necessidade de atendimento urgente.

                        

                                CRIANÇAS NÃO DEVEM USAR  ASPIRINA 

21 de julho de 2009

Essa pandemia ainda vai durar anos

Arquivado em: Pediatria — Tags: — admin @ 22:24

            Os Estados Unidos ainda têm o maior número de doentes infectados com o virus A-H1N1. Estados e territórios, em número de 55, registraram até a última estatística do CDC, que é divulgada uma vez por semana, às sexta feiras. Na última sexta, dia19 de julho,  40.617 casos, com ocorrência de 263 óbitos (índice de 0,64%). A distribuição dos casos pelos estados não segue uma lógica. Wisconsin tem 6031 casos com 5 óbitos, Texas, 4975 infectados e 24 óbitos, Illinois, 3357 doentes e 15 óbitos. South Dakota tem o menor numero de casos, 39, e nenhum óbito. Mesmo com a chegada do verão, casos desta gripe continuam ocorrendo, isolados em algumas regiões, mas pequenos focos epidêmicos em outros.       

            De acordo com o CDC/Atlanta, entre 5 e 20 % da população dos USA sofre uma infecção de influenza sazonal a cada ano. Desses,  mais de 200.000 infectados são hospitalizados por complicações e  a letalidade é de 36.000 óbitos anuais..

            A doença é mais grave em pacientes idosos, crianças abaixo de 5 anos, gestantes e naquelas pessoas portadoras de doenças crônicas, diabete, pneumopatias, AIDS, ou em uso de imunossupressores (drogas para câncer ou corticoides em doses altas).

            A gripe A (H1N1) tem o mesmo grau de severidade e disseminação da gripe sazonal. Por se tratar de uma nova mutação do vírus, a população mundial não tem defesa específica contra ele, o que garante a sua circulação prolongada. E isto está acontecendo: começou com crescimento lento e à medida que mais pessoas a adquirem, servem como vetores para alcançar cada vez mais pessoas, com crescimento geométrico. Até agora se mostra pouco agressivo, inclusive com incidência maior em jovens, diferenciando da gripe sazonal nesse aspecto. Provavelmente temos tratado muita gripe suína como sazonal, de tão semelhantes elas são.

            O Presidente Obama já liberou credito suplementar de US$ 1,825 bilhões para aquisição de antígenos do virus e os adjuvantes (substâncias que melhoram a eficacia da vacina) necessários para produção de vacinas especificas contra gripe suína, para aplicação no próximo ano. O Instituto Butantã também promete  liberar em outubro as vacina que está produzindo.

            A OMS acha que no momento é impossível controlar a sua expansão, sobretudo no hemisfério sul que acaba de entrar no inverno, época propícia para sua disseminação. A preocupação agora é reduzir a gravidade dos casos. E isto é possível se conseguirmos nos cuidar para manter nosso organismo hígido e reduzir a carga de vírus recebida .

            Nós já sabemos que o vírus nos alcança através das mucosas dos olhos, nariz e garganta diretamente por contato próximo de pessoa doente, ou são levados a elas por nossas mãos que tocaram secreções de doentes que, ao tossir ou espirrar, se espalham em móveis e objetos. Por isto devemos mantê-las limpas, com uso de água e sabão ou higienizadas com álcool gel (menos propicio de causar acidentes, por ser menos inflamável).  Esses vírus penetram nas células do sistema respiratório para se multiplicar, gerando cada um, centenas de outros vírus. Parte desses novos vírus é eliminada pela respiração para atingir outras pessoas, mas muitos ficam em nossa árvore respiratória para atacar outras células, agravando a infecção.  A célula parasitada é rompida para liberação dos vírus multiplicados, deixando uma lesão desprotegida, fácil de ser infectada por bactéria, ocasionando uma pneumonia.

            Por isto é importante seguir as orientações do Ministério da Saúde (que são as mesmas em todo o mundo) para não sermos alcançados pelo vírus, mas, se isso não for possível, que recebamos um menor número de vírus, limitando a sua gravidade. Nesse caso, as defesas naturais do organismo serão capazes de destruir os invasores, desenvolvendo anticorpos, como uma vacina, que nos defenderão no futuro.

            Com relação aos exames e tratamento, o protocolo foi mudado. As gripes, sazonal ou suína, devem ser acompanhadas clinicamente pelo seu médico ou nos postos de saúde. Medicamentos, antivirais ou antibióticos, serão usados quando necessário, e o internamento só para casos graves.

17 de julho de 2009

Nova estatística – 16 de julho

Arquivado em: Pediatria — admin @ 6:49

Atualização da evolução da gripe A- H1N1,  em 16 de julho

 

Agora  à tarde o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, informou aspectos da nova gripe:

 

1-     Foram confirmados perto de 1.200 casos da gripe, com  ocorrência de  11 óbitos, e alguns poucos casos internados, devido à gravidade de suas infecções. Vemos que a imensa maioria dos casos teve recuperação completa. Some-se a isto, os casos que não entraram na estatística, considerados gripes sazonais, devido às dificuldades de diagnóstico

2-     O vírus já tem circulação continuada no território nacional. Isto significa que o contágio não mais depende de contato com pacientes vindos do exterior, quando a incidência da doença  crescia de modo aritmético. Com a circulação autóctone a disseminação cresce de maneira exponencial, como já estava previsto.

3-     As condutas adotadas pelo Ministério da Saúde continuam as mesmas, seguindo orientação da Organização Mundial de Saúde e CDC/Atlanta.

4-     Não há razão para alarme: embora muito contagiosa e ainda sem perfil clínico definido, a maioria dos casos, até agora, evoluiu de maneira semelhante à gripe sazonal, com  índice de óbitos semelhante.

  

                        Minha impressão pessoal

 

            Como já vimos em blog anterior, dos três  virus da Influenza, o tipo A é o mais agressivo, capaz de  provocar pandemias, como esta que acontece. O quadro clínico das infecções pelos vírus do tipo A  é muito semelhante, impedindo o seu diagnóstico clínico: no caso, a gripe sazonal (que ocorre no mundo em todo outono/inverno), e a gripe causada pelo H1N1, sem auxilio de exames laboratoriais. A sua porta de entrada em nosso organismo é atravéz das mucosas dos olhos, nariz e garganta. Alcançam as vias respiratórias, onde invadem as células epiteliais para se multiplicar. Alcançando replicação suficiente, rompem essas células para invadir outras celulas do mesmo organismo, e, parte é eliminada na respiração para atacar outras pessoas.As células rompidas facilitam a penetração de bactérias que podem causar pneumonias, que ocorrem nos casos mais graves.

             Como já sabemos, para que ocorra uma pandemia são necessárias tres condições: novo tipo de germe, uma população sem imunidade à ele, e um vetor, que, no caso é o próprio doente. Essas condições ocorrem no momento em todo o mundo, o que nos leva a concluir que esta pandemia terá curso  inexorável e de maneira continuada.

             Pesquisa realizada pela Universidade  Harvard, há três semanas, mostra que seis entre dez  americanos estão apreensivos com a extensão dessa gripe no próximo período propício à sua disseminação, que ocorrerá no outono/inverno americano.

          O Governo Americano também pensa assim e   destina vultosas verbas suplementares para que a população seja protegida com a produção e aquisição de vacinas para aplicação em massa, naquele período.  

            Estamos no inverno, época de infecções respiratórias, em especial  das gripes. Já sabemos que a gravidade de uma infecção depende da quantidade germes a que nos expomos, da sua virulência e de nossa resistência pessoal. São sempre mais graves em gestantes, menores de 2 anos e idosos.

            Embora precise de tempo para que conheçamos a evolução desse vírus, até agora podemos considerá-lo semelhante ao da gripe sazonal, com baixa virulência. Falta uma explicação para o alto índice  de óbitos ocorridos no surto inicial do México, do surto atual da Argentina (0,4 %) e do Rio Grande do Sul (perto de 0,6 %). Consideramos normal a porcentagem de menos de 0,2 por cento obtidas nos outros países. Seriam causadas por cepas mais agressivas? Seriam  pessoas com outras doenças pre-existentes? Pessoas com resistência diminuida? Infecções por grande quantidade de vírus? Ainda não temos resultados das autopsias realizadas.

            Podemos aumentar nossa resistência pessoal, mantendo hábitos saudáveis: boa alimentação, incluindo frutas e seus sucos, verduras e legumes, abolindo ou reduzindo o consumo de álcool e fumo, guardando tempo para exercícios físicos, repouso e atividades lúdicas, além das nossas atividades obrigatórias.

            Podemos reduzir a carga de germes que recebemos, obedecendo às instruções tão divulgadas: evitar contato com pessoas gripadas, evitar concentração de pessoas em ambiente pouco ventilado, evitar tocar as mucosas dos olhos, nariz e boca, com as mãos, que devem ser lavadas com água e sabão ou friccionadas com álcool gel com a freqüência necessária. Eventualmente em ambientes fechados e com aglomerações, poderá ser recomendado  o uso de máscaras cirúrgicas, não indicadas para ambientes abertos e ventilados.

            Obedecidas estas condições, nossa resistência pessoal, através da atividade de nossos leucócitos e secreções,  poderá destruir aquela pequena quantidade de vírus que nos alcançar, provocando uma infecção assintomática, dando-nos imunidade, à semelhança de uma vacina. Mesmo que isto não aconteça, estaremos contribuindo para reduzir a disseminação desse vírus, criando espaço de tempo para obtenção da vacina, que está próxima.

            Além desses cuidados, procurar logo seu médico ou posto de saúde em caso de infecção respiratória acompanhada de sintomas comuns às gripes: febre alta e persistente, dor de garganta, no corpo, juntas e tosse.

            Portanto, faça a sua parte, cuide-se e siga as recomendações do Ministério da Saúde.

27 de junho de 2009

Porque a gripe A-H1N1 acomete cada vez mais pessoas?

Arquivado em: Pediatria — admin @ 19:53

 

            Quando entramos em contato com um agente infeccioso pela primeira vez, poderemos pegar a infecção de forma inaparente ( só diagnosticada com exames) ou com quadro clínico.Isto depende  da resistência da pessoa, da virulência do germe, da carga de germe recebida, que aumenta em razão do tempo de contato e  da concentração dele no ambiente (ambientes fechados concentram). A partir desse primeiro contato, provocando doença ou não, o nosso organismo passa a reconhecê-lo e desenvolve memória imunológica, que nos protege em novo contato com aquele germe, impedindo a repetição da infecção. Por esta razão a maioria das doenças infecciosas não se repete no mesmo indivíduo e é a base das vacinas Para que ocorra uma epidemia é necessario a presença de agente infeccioso  com poder invasivo e uma população susceptível para garantir sua transmissão pessoa a pessoa.

            Com relação a gripe suina, causada por um vírus novo, contra o qual ninguém tem resistência, (ainda não temos  a vacina e só podemos contar com a nossa imunidade natural). O vírus tem um estoque imenso de pessoas susceptíveis para garantir uma circulação prolongada. Além do mais o inverno nos obriga ao confinamento em ambientes fechados, que aumentam a concentração o vírus. Quanto maior a sua circulação, mais chance o vírus tem para mutações, que torcemos para que não ocorram.

          Como proteção você deve  seguir as instruções de proteção já vistas, além de tentar aumentar a sua resistencia natural mantendo-se saudável, através de boa alimentação  (dieta variada e equilibrada, rica frutas, legumes, verduras), boa hidratação, abolir ou reduzir o uso de fumo e bebidas alcoolicas, evitar choques térmicos (frio ou calor excessivo), ter atividade física que não seja extenuante e tempo para  recreação e sono suficiente. Não se esqueça de  lavar as mãos frequentemente com água e sabão: não esterilizará suas mãos, mas reduzirá uma possível carga de vírus ali presente.

       Ao primeiro sinal de infecção respiratória você deve procurar o seu médico. Se houver suspeita da gripe, o Serviço de Vigilancia Sanitária colherá exame para diagnóstico. De acordo com o exame clínico inicial poderá prescrever e fornecer a  medicação, que é mais eficaz se ocorrer nas primeiras 48 horas. Até o resultado você deve manter isolamento em casa para proteção dos familiares. Até agora, a maioria dos casos tem evolução igual a gripe comum: algum desconforto, mas pequena virulencia.

       O número de casos no mundo é de 67.284, com 307 óbitos. No Brasil passamos de 520 casos, sem nenhum óbito, mas com dois casos muito graves.

       A doença ainda não definiu seu perfil:  na maioria dos casos, mostra-se discreta, mas ainda não sabemos  explicar a sua gravidade em países como México, Argentina e Chile, onde o índice de óbito é mais elevado.

       Se você não tem o que fazer nesses países, não vá lá para passear.

 

 

 

  

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