Doutor Carlos Leite

26 de junho de 2009

Boletim de 25 de junho

Arquivado em: Pediatria — admin @ 6:33

 

                                                          GRIPE A- H1N1

 

 

            Como já era esperado, a pandemia cresce como uma curva de Gaus e ainda não chegamos ao topo.  O número de casos continuará crescendo e começarão a aparecer os quadros graves: atualmente temos dois pacientes internados em CTI, no Rio Grande do Sul. O total de casos no Brasil hoje já alcança 452 doentes.

         Esta é a fase em que devemos ter mais atenção no cumprimento das medidas preventivas. Em nosso consultório vamos distribuir máscaras para aquelas pessoas que solicitarem. Pedimos àqueles com sintomas de infecção respiratória, com tosse e febre, que solicitem as máscaras e que as usem até que sejam examinadas por seu médico. ISTO É NECESSARIO PARA PROTEGER OS DEMAIS PACIENTES.  

        

          Se o quadro clínico deixar clara a possibilidade de GRIPE SUÍNA, faremos relatório para a Secetaria de Vigilancia Sanitária e a receita para que forneçam a medicação. Aqueles pacientes que não pudermos afastar a possibilidade de  gripe A-H1N1 solicitaremos noticias diárias e retorno para controle, devendo manter  quarentena voluntária até nova orientação de seu médico.

         Pacientes com a gripe não complicada queixam: febre, calafrios, dor de cabeça, sintomas de infecção do trato respiratório (tosse, dor de garganta, coriza), dor nos músculos e articulações, desânimo, às vezes vômitos e diarréia.  Sinais de insuficiência respiratória (respiração curta, batimentos de asa do nariz, retração das costelas na inspiração) precisam de atendimento imediato.

           Na cidade de Nova York, 95 % dos pacientes apresentaram febre, tosse e dor de garganta. Com sintomas parecidos, procure seu médico, evitando concentrações em Pronto Socorro.

         Releia as recomendações para prevenção da doença até que elas façam parte automática de suas atitudes.

 

                                              

                                                        Dr. Carlos Leite      25/6/2009

24 de junho de 2009

Evolução acelerada da pandemia

Arquivado em: Pediatria — admin @ 11:01

 

        Estamos no meio de uma pandemia que já está no quarto mês e se dissemina em velocidade crescente. Apesar disso ainda não temos definida a história natural da doença.

      Em países como o México e Argentina é alto o número de óbitos comparado com o número dos casos confirmados.  No resto dos países, a maioria dos doentes tem curso clínico moderado, com poucos sintomas, o que reduz o número de internamentos.

     Ainda sem explicação o grande número de casos no hemisfério norte, ocorridos fora da época em que deveriam ocorrer, que é o inverno. Apesar do crescimento dos casos no hemisfério sul, que agora entrou no inverno, o número dos nossos casos é menor. No Brasil não tivemos nenhum óbito, confirmando o curso pouco agressivo do vírus.

     Mas não temos garantia de que ele continuará brando: mutações podem ocorrer a qualquer momento e por isto devemos manter os cuidados recomendados para nossa proteção, já divulgados em posts e páginas do blog. Uma das recomendações é evitar viagens para os países com grande número de casos: na América do Sul, Argentina e Chile. No final deste post descrevemos o ciclo do vírus no nosso organismo, que poderá facilitar a nossa proteção.   

    Recomendamos que se você apresentar quadro gripal com febre alta repentina, persistente, superior a 38ºC, acompanhada de tosse e/ou dores de cabeça, musculares e nas articulações, deve procurar seu médico. Os quadros iniciais da gripe sazonal e gripe A-H1N1são iguais. Dos 990 casos analisados pelo FIOCRUZ, 334 foram positivos e 656 descartados como gripe comum.

       Se seu médico não puder afastar a gripe suína ele comunicará à Secretaria Estadual de Saúde, que enviará equipe de Atendimento Domiciliar à sua residência, para coleta de material para exame. Você deve ficar em quarentena voluntária em casa até o seu resultado.  O material colhido será entregue à FUNED e seguirá para a Fundação Osvaldo Cruz, responsável, no Brasil, pelos testes de confirmação (RT-PCR). Os kits foram fornecidos pelo CDC/Atlanta. Se o resultado for positivo e você apresentar bom estado geral, você deve continuar isolamento domiciliar (veja instruções em post anterior) até completar sete dias (crianças, 10 dias), recebendo do Departamento de Vigilância Sanitária, medicamentos e acompanhamento diário. Só serão internados os casos graves, que deverão ser em torno de 10% das infecções.

        As vacinas estão muito próximas com a técnica de cultura em tecidos de mamíferos, que reduziu i tempo de sua fabricação. Usando esta técnica, dois laboratórios que já as tem prontas, para breve comercialização. Agora nova técnica de engenharia genética permite a sua produção também em grande quantidade e curto tempo: injeta-se o gene do vírus em determinado inseto (baculovirus) que rapidamente produzirá grande quantidade de anticorpos, que serão purificados para compor a vacina.

        Embora próxima, a vacina ainda vai demorar a chegar até nós. Provavelmente as primeiras doses terão aplicação seletiva em profissionais que lidam com o público: pessoal de saúde, atendentes, professores, na tentativa de reduzir a disseminação. Num segundo tempo se destinará à população geral.   

        Toda pandemia se apresenta sob a forma de curva de Gaus: nós estamos na fase ascendente e devemos ter ainda muitos casos. Mas não há razão para pânico, pois o Governo tem um bom plano de atendimento preparado, o que não exclui a nossa responsabilidade de seguir as normas para reduzir a sua propagação. Entendendo o modo como o vírus nos alcança e se multiplica poderemos ser mais rigorosos nos cuidados para evitá-lo: a pele intacta é impermeável à penetração do vírus. O seu acesso ao organismo ocorre através das mucosas dos olhos nariz e boca, levados pelas  respiração do doente, ao falar (pode contaminar pessoas até 2 metros), e quando espirra ou tosse: nesses casos elimina partículas de água que contêm os vírus e se espalham no ambiente, depositando-se em móveis e objetos, onde permanecem infectantes até 8 horas. Tocando-os, contaminamos nossas mãos  e se levadas a uma daquelas mucosas ou lesões da pele, podemos pegar a infecção  Os vírus invadem as células do aparelho respiratório, nas quais penetram e se multiplicam. Depois de multiplicados, rompem as células infectadas, ficando livres para atacar outras células ou alcançarem outras pessoas, para novo ciclo.

 

 

 

21 de junho de 2009

Casos de gripe A-H1N1 em escola?

Arquivado em: Pediatria — admin @ 22:02

 

                        Casos suspeitos de gripe A-H1N1 em escolas da capital

                             

 

            Infelizmente os casos da gripe no Brasil aumentam rapidamente.  Ministério da Saúde divulgou hoje, dia 21, às 17,56 horas, que já alcançamos 215 confirmações no país. Em Belo Horizonte são 24 casos confirmados e 13 casos em observação. Em uma escola há relato de professora e dois alunos em observação. Naturalmente a classe foi suspensa por 10 dias e todos os alunos ficarão em observação. Esta é a recomendação do Ministério da Saúde, repetindo a necessidade de lavar as mãos com água e sabão com freqüência e que as mãos não sejam levadas à boca, olhos ou nariz. A direção da escola deve estar atenta para ausências de alunos, buscando informações sobre as causas. Não há necessidade de suspensão das aulas das outras classes, a menos que surjam novos casos. Esta é também a instrução do CDC/Atlanta.

            Já existem dois laboratórios com vacinas no ponto de serem comercializadas. Um deles, Sanofi-Pasteur, doou 100 milhões de doses para a Organização Mundial de Saúde, e breve iniciará sua comercialização. Acredito que as primeiras vacinas terão uso seletivo: pessoal de saúde, professores, pessoas que lidam com o público, o que já reduz a pandemia.

            Reafirmo que até agora o quadro clínico dessa gripe é discreto, não é motivo para medidas extremas, mas deve-se fazer tudo para não contrai-la.

           

            Repito novamente os cuidados para proteção individual:

 

                                MEDIDAS DE PROTEÇÃO

 

                    Para todos os Indivíduos saudáveis assintomáticos

 

_Manter distância de no mínimo um metro de qualquer indivíduo com sintomas de gripe, e:

_ Evitar levar as mãos à boca e ao nariz.

_ Higienizar as mãos com freqüência, utilizando água e sabão ou soluções alcoólicas, especialmente se tocar a boca e nariz ou superfícies potencialmente contaminadas.

_ Reduzir o máximo possível o tempo de contato com pessoas potencialmente doentes.

_ Reduzir o máximo possível a permanência em ambientes com aglomeração de pessoas.

_ Nos ambientes que estiver freqüentando, melhorar o fluxo de ar, abrindo as janelas, por exemplo.

_Fora do ambiente de serviços de saúde, não há evidências que demonstrem benefícios do uso de máscaras cirúrgicas ou respiratórias para a proteção contra a exposição ao vírus em ambientes abertos.

 

 Se optar por utilizar máscara, o uso adequado das mesmas segue os seguintes parâmetros:

 _ Colocar a máscara cuidadosamente para cobrir a boca e o nariz e ajuste-a corretamente para melhor adaptação ao formato do rosto.

_ Evitar tocar na máscara durante o seu uso. Se tocar na máscara, para removê-la, por exemplo, higienizar as mãos utilizando água e sabão ou soluções alcoólicas.

_ Trocar a máscara quando apresentar umidade.

_ Utilizar máscara isoladamente, sem seguir as recomendações descritas acima, não garante proteção.

 

Para todos os Indivíduos com sintomas respiratórios (febre, tosse, dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações ou dificuldade respiratória):

 

_ Higienizar as mãos com freqüência, utilizando água e sabão ou soluções alcoólicas, especialmente se tocar a boca e nariz ou superfícies potencialmente contaminadas, principalmente após tossir ou espirrar.

_ Cobrir o rosto (boca e nariz) quando tossir ou espirrar com lenço descartável.

_ Permanecer em casa durante dez dias, utilizando máscara cirúrgica descartável.

_ Reduzir contatos sociais desnecessários

_ Mensurar a temperatura três vezes ao dia

_ Ficar atento para o surgimento de febre _ 38º C e tosse

_ Procurar imediatamente seu médico ou o serviço de saúde de referência para avaliação se os sintomas acima persistirem: Fone 0800 61 1997   ou Hospital das Clínicas, Avenida Alfredo Balena, 110, fone 3409-9300, ou na coordenação, 3409-9325 (Hospital designado pelo Ministério da saúde). Esse novo telefone foi corrigido agora: O anterior, oferecido pelo Ministério da Saúde, estava errado.

       

                               Isolamento

           

A pessoa doente não deve receber visitas. Um telefonema é mais seguro do que uma visita.

 Se possível, os cuidados ao paciente devem estar a cargo de apenas um adulto.

Não é aconselhável que gestante cuide do paciente. As gestantes estão mais sujeitas à complicações, caso contraiam a doença. Além disso, a sua imunidade pode estar diminuída durante a gestação.

Todas as pessoas da casa devem lavar as mãos freqüentemente    com água e sabão, ou, fricciona-las com álcool após contato com o paciente ou usar seu banheiro.

Use toalhas de papel para secar as mãos ou separe uma toalha marcada para cada pessoa (por exemplo, cores diferentes). Mantenha a casa ventilada, sobretudo nas áreas comuns.

Os antivirais têm também efeito preventivo. Consulte seu medico sobre a necessidade de uso deles pelo cuidador do paciente ou outras pessoas da casa.

                       

                        Se você é o cuidador:

        

 Evite estar face a face com o paciente. Use máscaras.

 Se você deve segurar crianças no colo, coloque seu queixo sobre os ombros,   evitando que tussam em seu rosto.

Lave suas mãos com água e sabão          ou use álcool, depois que você tocar o paciente,         manusear roupas usadas, ou conduzi-las à lavanderia.

Veja com seu médico se, como cuidador, você deve usar antivirais, que além de curativos têm ação preventiva. Monitore-se e aos outros membros da família para sintomas da gripe e comunique aos órgãos de controle da doença ou ao seu médico, caso ocorram sintomas suspeitos.

                       

                                   Uso de mascara

 

Evite manter-se próximo ao paciente (as inalações do doente são infectantes em distancias iguais ou menores   que 2 metros).

Se você precisar contato íntimo com paciente (por exemplo, segurar bebê no colo), reduza esse tempo ao mínimo e use mascara cirúrgica, que podem podem ser adquiridas em farmácias.

 

15 de junho de 2009

Procure se proteger

Arquivado em: Pediatria — admin @ 20:58

O virus se dissemina: relata-se a 1a. morte na Inglaterra e na Argentina, enquanto o número de casos e países atingidos aumenta sem parar: 76 países, 35.928 casos e 163 óbitos. Os USA continuam com o maior número de casos ( 17.856 com 45 óbitos. O México continua lider do número de óbitos. Os casos confirmados no Brasil 54 , com nenhum óbito. Felizmente o vírus não aumentou a sua agressividade e os casos ocorrem com manifestações discretas. Índice de óbitos de menor de 0,5 %, a não ser no México, fato ainda sem explicação. Esperamos que continue assim.Mas não devemos confiar nisso e precisamos tentar nos proteger.

Conduta melhor será que procure manter-se saudável, com boa alimentação, rica em frutas, legumes e verduras, redução ou abstenção de fumo e bebidas alcoólicas, evite estresse, choques térmicos, frio e  exercícios excessivos, mantenha atividades recreativas, quantidade normal de sono. Evite contatos com pessoas gripadas, mantenha distancia dos interlocutores (acredita-se que as exalações orais podem ser transmissíveis, se com distancia menor de um metro dele) e, naturalmente, evite os cumprimentos com beijinhos e apertos de mão. Evite tocar os olhos, nariz ou boca com as mãos, que devem ser lavadas com água e sabão com freqüência ou friccione-as com álcool gel: podemos tocar em secreções das vias aéreas espalhadas por tosse ou espirros, depositadas em superfícies de móveis, onde poderão ser infectantes até 8 horas. Evite ter álcool líquido em casa, mais propenso a provocar acidentes.

A proteção contra qualquer gripe só é conseguida através de vacina, ainda não disponível contra esse  tipo de vírus. O Laboratório Novartis tem vacina em fase final de testes, obtida em cultura de células, programada para lançamento no outono do hemisfério norte. Mas quando liberada, deverá ter aplicação seletiva.

Medidas que ajudam na sua proteção;

    Estar atento sobre a incidência de casos em seu país e, especialmente sua cidade.

     Mantenha-se saudável, evitando estress e excessos físicos (noites mal dormidas, bebidas alcoólicas em excesso), exposição excessiva ao frio, choques térmicos.

Se já existirem casos em sua cidade:

        Mantenha as mãos limpas, lavando-as com freqüência com água e sabão, ou usando álcool. 

        Evite contato com pessoas gripadas,  ou provenientes dos paises em que ocorrem casos dessa           infecção. 

        Evite aglomerações e ambientes com pouca ventilação.

Se você apresentar quadro de infecção respiratória:

    Use lenço de papel para cobrir a boca ao tossir e para higiene nasal. Cuidado ao descartá-lo.

    Ao primeiro sinal de infecção de vias aéreas, procure  seu médico ou serviço publico especializado. Informe-se fone 0800 61 1997. Os sintomas iniciais da gripe comum, dengue e febre suína são iguais. 

Crianças até 18 anos não devem usar aspirina ou derivados, caso tenham suspeita da gripe.

           

Indivíduos saudáveis assintomáticos

 

Manter distância de no mínimo um metro de qualquer indivíduo com sintomas de gripe, e:

_ Evitar levar as mãos à boca e ao nariz.

 _ Higienizar as mãos com freqüência, utilizando água e sabão ou soluções alcoólicas, especialmente se tocar a boca e nariz ou superfícies potencialmente contaminadas.

_ Reduzir o máximo possível o tempo de contato com pessoas potencialmente doentes.

_ Reduzir o máximo possível a permanência em ambientes com aglomeração de pessoas.

_ Nos ambientes que estiver freqüentando, melhorar o fluxo de ar,abrindo as janelas por exemplo.

Fora do ambiente de serviços de saúde, não há evidências que demonstrem benefícios do uso de máscaras cirúrgicas ou respiratórias para a proteção contra a exposição ao vírus em ambientes abertos.

Se optar por utilizar máscara, o uso adequado das mesmas segue os seguintes parâmetros:

_ Colocar a máscara cuidadosamente para cobrir a boca e o nariz e ajuste-a corretamente para melhor adaptação ao formato do rosto.

_ Evitar tocar na máscara durante o seu uso. Se tocar na máscara,  para removê-la, por exemplo, higienizar as mãos utilizando água e sabão ou soluções alcoólicas.

_ Trocar a máscara quando apresentar umidade.

_ Utilizar máscara isoladamente, sem seguir as recomendações descritas acima, não garante proteção.

 

Não há evidências que comprovem proteção  para o uso de máscaras cirúrgicas para a população em ambiente aberto.

 

Medidas como evitar contato com pessoas gripadas,  provenientes dos paises em que ocorrem casos dessa infecção, manter as mãos sempre limpas, evitar choques térmicos e ambientes com pouca ventilação, podem reduzir a sua incidência.

 

Piscinas e spas -Recentes estudos do CDC revelam que níveis recomendados para piscinas (1 a 3 partes de cloro por milhão-ppm) são adequados para desinfecção dos vírus aviário (A– H5N3) e deste novo vírus (A-H1N1) , e 2 a 5 de cloro  ppm, para Spas.           

11 de junho de 2009

Estamos em pandemia

Arquivado em: Pediatria — admin @ 17:41

 

Em discurso hoje (11/6), a presidente da Organização Mundial de Saúde (WHO), Dra. Margereth Chan admitiu que o vírus A-H1N1 alcançou o nível 6, pandemia, sendo impossível detê-lo. Alcançou 74 países, com 28.774 casos confirmados, levando a 144 óbitos. Nos USA são 13.217 casos confirmados, que causaram 27 mortes. O Brasil já tem 40 casos diagnosticados, mas, felizmente nenhum óbito.

             A mudança do nível 5, para o máximo, 6 que qualifica a pandemia, não indica agravamento da virulência do vírus, embora isso possa acontecer a qualquer momento. Significa que os focos de infecção atingiram países de várias regiões (mais de duas), facilitando a sua difusão mundial. Em casos de pandemia (epidemia mundial),  o roteiro da OMS obriga a medidas sanitárias por todos os países, para reduzir sua expansão, podendo até  obrigar ao fechamento de fronteiras.

          Mantenha a sua resistencia física no máximo: use dieta balanceada e nutritiva, com verduras, legumes, e frutas (equilíbrio entre proteínas, carboidratos e gorduras não saturadas com bastante líquidos, suco de frutas); evite ou reduza fumo e bebidas alcoólicas; tenha atividades recreativas, esportivas  e evite o estresse, o frio ou calor excessivo, choques térmicos;  não tenha atividade física extenuante e tenha a quantidade suficiente de sono. Além disso, cuide de sua proteção, seguindo o roteiro abaixo.Como essa pandemia já está em curso, repetimos as instruções da Sociedade Brasileira de Infectologia, baseada nos trabalhos do CDC/Atlanta, que já antecipamos.

     DOCUMENTO PARA O PÚBLICO EM GERAL – PROCEDIMENTO PARA A POPULAÇÃO: CUIDADOS

    1.1 – Onde casos detectados de gripe pelo vírus Influenza A/H1N1

 O paciente com uma suspeita de infecção pelo vírus Influenza A (H1N1) deverá utilizar máscara desde o momento em que for identificada a suspeita de até a chegada no local de isolamento hospitalar ou domiciliar.

 1.2 – Onde NÃO HÁ casos detectados de gripe pelo vírus

Influenza A/H1N1

Não há evidências que comprovem proteção para o uso de máscaras

cirúrgicas para a população em ambiente aberto.

 2 – PROCEDIMENTOS

2.1 – São considerados casos suspeitos

Pessoas que apresentarem febre alta de maneira repentina (> 38ºC) E tosse podendo estar acompanhadas de um ou mais dos seguintes sintomas: dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações ou dificuldade respiratória,

E

a. Ter apresentado sintomas até 10 dias após voltar de viagens ao exterior, de países que reportaram casos de Influenza A/H1N1;

OU

b. Ter tido contato próximo, nos últimos 10 dias, com uma pessoa

classificada como caso suspeito de Influenza A/H1N1.

 2.2 – Procedimentos em relação aos casos suspeitos

Procurar atendimento médico, mas somente nos casos acima.

3 – RECOMENDAÇÕES

Se você esteve em área afetada pela gripe suína e apresenta alguns dos sintomas acima, adotar quarentena domiciliar voluntária e:

 nPermaneça em casa durante dez dias, utilizando máscara cirúrgica descartável.

 nNão vá ao trabalho ou à escola.

 nMeça sua temperatura três vezes ao dia.

 nFique atento para o surgimento de tosse.

 nNão compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.

 nEvitar tocar olhos, nariz ou boca.

 nCubra o nariz e boca quando tossir ou espirrar.

 nLavar as mãos freqüentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar.

 nManter o ambiente ventilado.

 nEvitar contato próximo com pessoas

  Contato próximo: cuidar, conviver ou ter contato direto com secreções respiratórias ou fluidos corporais de um caso                    

  

 Confirmação laboratorial dos casos de influenza A(H1N1) até 14:00 GMT, 11 June 2009

Doente em casa – o que fazer

Arquivado em: Pediatria — admin @ 15:09

                        Cuidados para reduzir a disseminação da Influenza A-H1N1

             Se você tem membro de sua família com a gripe, e você é seu cuidador, conheça a rota do vírus no organismo. A pele intacta é impermeável a ele. O seu acesso ao organismo ocorre através das mucosas dos olhos nariz e boca, ou, utilizando lesões da pele, levados pelas exalações respiratórias do doente, ou material que ele elimina por tosse ou espirros. O vírus desses perdigotos permanece viável em superfícies de móveis, corrimão de escadas, botões de aparelhos eletrônicos, maçanetas, etc., por até 8 horas. Tocando-os, você contamina suas mãos, e se levadas a uma daquelas mucosas, você pode pegar a infecção.

                       Portanto, o importante para se proteger e proteger as outras pessoas da casa é:

1        Todas as pessoas da casa devem lavar cuidadosamente suas mãos com freqüência, usando    álcool e sabão, ou, friccionado-as com álcool gel.

2.      Mantenha a pessoa doente isolada.

3.      Recomende ao doente, cobrir sua boca com lenço descartável ao tossir ou espirrar, e lavar suas mãos com água e sabão ou friccioná-las com álcool gel após esses episódios.

4   Confirme com seu médico se os contatos intra-domiciliares da pessoa infectada precisam usar medicação profilática, em especial aquelas portadoras de outras doenças crônicas (pneumopatias, diabete, Aids, 1uimioterapia).  

                            Isolamento dos doentes

          Se possível, mantenha o doente em quarto separado das áreas comuns da casa: por exemplo,     quarto com seu próprio banheiro. Mantenha a porta fechada.

          A não ser para visita ao médico, o paciente não deve sair de casa enquanto tiver febre ou naquele período em que possa transmitir a doença (um dia antes do início dos sintoma, até 7 dias após. Em crianças e imunodeprimidos esse período pode ser mais longo). Nessas oportunidades deve usar máscara cirúrgica.          Também deve usar máscara cirúrgica se tiver que circular pelas áreas comuns da casa.

            Mesmo quando usa banheiro separado, este deve ter a sua limpeza feita diariamente com desinfetante.

                   Proteja as outras pessoas da casa

              A pessoa doente não deve receber visitas. Um telefonema é mais seguro do que uma visita.

  Se possível, os cuidados ao paciente devem estar a cargo de apenas um adulto.

             Não é aconselhável que gestante cuide do paciente. As gestantes estão mais sujeitas à   complicações, caso contraiam a doença. Além disso, a sua imunidade pode estar diminuída durante a gestação.

               Todas as pessoas da casa devem lavar as mãos freqüentemente com água e sabão, ou,  fricciona-las com álcool após contato com o paciente ou usar seu banheiro.

            Use toalhas de papel para secar as mãos ou separe uma toalha marcada para cada                   pessoa (por exemplo, cores diferentes).

              Mantenha a casa ventilada, sobretudo nas áreas comuns.

              Os antivirais têm também efeito preventivo. Consulte seu medico sobre a necessidade            de uso deles pelo cuidador do paciente ou outras pessoas da casa.

                           Se você é o cuidador:

                   Evite estar face a face com o paciente. Use máscaras.

                   Se você deve segurar crianças no colo, coloque seu queixo sobre os ombros,     evitando que tussam em seu rosto.

                   Lave suas mãos com água e sabão ou use álcool, depois que você tocar o paciente, manusear roupas usadas, ou conduzi-las à lavanderia.

                   Veja com seu médico se, como cuidador, você deve usar antivirais, que além de curativos têm ação preventiva.

                           Monitore-se e aos outros membros da família para sintomas da gripe e comunique        aos órgãos de controle da doença ou ao seu médico, caso ocorram sintomas suspeitos.

                              Uso de mascaras

              Evite manter-se próximo ao paciente (as inalações do doente são infectantes em distancias iguais ou menores que 2 metros).

              Se você precisar contato íntimo com paciente (por exemplo, segurar bebê no colo), reduza esse tempo ao mínimo e use mascara cirúrgica, que podem ser adquiridas em farmácias.

                          Limpeza da casa, máquina de lavar e destino de resíduos.

            Descarte roupas e outros itens descartáveis usados pelo doente no lixo. Lave suas mãos depois de contato com esses objetos.

            Limpe superfícies (mesas de cabeceira, áreas do banheiro ou brinquedos de crianças) com     desinfetantes eficientes.

           Tecidos, talheres, pratos de uso do paciente não precisam ser lavados separadamente, mas     importante que esses itens não sejam partilhados sem lavá-los vigorosamente. Devem ser lavados em máquina de lavar pratos ou, à mão, com água e sabão.

            Lençóis, fronhas e toalhas podem ser lavados na máquina de lavar.    

            Lave tecidos (tais como lençóis e toalhas) usando lavanderia doméstica usando sabão e secadora à quente.

            Evite pendurar esses tecidos antes de lavá-los, para não se contaminar.

            Lave suas mãos com água e sabão ou friccione-as com álcool após lidar com roupas sujas.                  

                        Essas instruções foram elaboradas pelo CDC/Atlanta

 

 

 

 

 

 

 

7 de junho de 2009

Resumo da gripe A-H1N1 – em 6 de junho

Arquivado em: Pediatria — admin @ 18:24

              Relatório de ontem revela que 69 países têm 21.940 casos confirmados, com 125 mortes. O Brasil completa 35 casos: São Paulo (15), Rio (8), Santa Catarina (5), Tocantins (3) Mato Grosso (2), Minas (1),e Rio Grande do Sul (1), felizmente não tivemos óbitos. Os Estados Unidos alcançam 11.054 casos, com 17 mortes.

              Como prevíamos, tivemos novos casos de contaminação entre pessoas no Brasil, que não viajaram ao exterior ou tiveram contato com viajantes vindos de lá. E nova creche foi isolada: em Florianópolis: 1 aluna apresentou a doença. Tinha contato com outras 19 crianças, que estão em observação ou monitoramento, que não quer dizer isolamento. Isto não é o bastante: a transmissão da doença ocorre desde um dia antes de qualquer sintoma, até sete dias após; em crianças este tempo é aumentado para 10 dias, e mais ainda no caso de imunodeprimidos. Antes que se saber que esta criança estava doente ela teve contato com outras 19 crianças, que podem ter se contaminado. Durante o período de observação, sem isolamento, podem ter contaminado outras pessoas. E está feita a corrente da pandemia. Esta pergunta foi feita ao
inistér4io da Saúde. Veja a resposta”

Creche

Considerando que a A-H1N1é contagiosa desde um dia antes de qualquer sintoma, é oissível que várias crianças da creche se contaminaram e vão apresentar sintomas depois de contaminar outras pessoas: não seria prudente isolá-las? Carlos Leite – Belo Horizonte

Resposta: Carlos, Seria prudente mesmo isolar estas crianças. E isso foi feito, assim que o caso de Influenza A (H1N1) foi confirmado na creche. Todas as pessoas que tiveram contato direto com o paciente ficarão em monitoramento durante 10 dias, período que duro o ciclo da doença.

Por isto veja o blog ou a página que ensina a se proteger.

DIAGNÓSTICO

Atualmente o diagnóstico do novo vírus Influenza A/H1N1 é realizado através

do teste de Imunofluorescência indireta (IFI), seguido da reação em cadeia pela

polimerase (PCR), específica para este novo vírus, que permite caracterizar

casos altamente suspeitos, mas não definitivamente.

Testes comerciais rápidos para identificação do vírus Influenza A e B em

secreções respiratórios não permitem a confirmação diagnóstica do novo vírus

Influenza A/H1N1, portanto não devem ser utilizados para esta suspeita

diagnóstica.

4 de junho de 2009

Infecção fecha creche em Campinas

Arquivado em: Pediatria — admin @ 10:47

Gripe suína em creche

Creche de Campinas (a 90 km de São Paulo) Abriga 30 crianças que ficará fechada por precaução durante dez dias (este é o período em que o vírus pode se transmitir) para evitar Possível disseminação da gripe suína, confirmada em uma funcionária. Só após esse período Poderemos saber se alguma criança foi contaminada, e nesse período elas Devem ter acompanhamento médico. É medida de rotina pelo protocolo da OMS, Sido tem adotada em vários Países, mas pela primeira vez no Brasil. Se a gripe fugir do controle, essas suspensões Serão rotina em creches e escolas, trazendo, além da infecção e seus riscos, para economico problema social e as mães: quem cuidará das crianças?

“A Interrupção das aulas é parte do controle estratégico da doença”, disse o secretário da Saúde de Campinas, José Francisco Kerr Saraiva. Em nota, o ministério enfatizou que não há evidência de transmissão sustentável do vírus A (H1N1) no País, isto é, não há surto ou epidemia da doença. No total, foram 21 casos confirmados no Brasil, principalmente em São Paulo (9) e no Rio de Janeiro (5). No total, sete casos são de transmissão autóctone (ocorrida dentro do País), contradizendo o ministério.
A medida é correta e preconizada pela OMS: crianças, se contaminadas, são o principal fator que contribui para uma disseminação da gripe, Cuja fase de transmissão do vírus é maior do que o dos adultos. As crianças estão sempre muito juntas facilitando a propagação. É só Analisar uma quantidade de infecções que ao iniciar a criança tem na escola …
“Não se pode segurar os contatos, sintomas se eles não tem, mas enguias Devem ser isolados e se possível, em qualquer hipótese, Deverão ter controle médico.
O Ministro da Saúde, Temporão, que já obteve ontem Determinou internar las como pessoas com suspeita de gripe suína que Sejam Estejam em estado grave ou que de grupos de risco, como crianças, idosos, pacientes com outra patologia além da gripe. Atualmente, mesmo os casos suspeitos que tem sintomas leves são internados.
De acordo com uma ideia em discussão, os suspeitos leves Poderiam ser acompanhados em casa, como Ocorre hoje com casos em monitoramento. A mudança serviria para Adequar uma oferta de leitos um um eventual aumento de casos no Brasil.
“Defendi Desde o início esta medida. Deve Ser O tratamento igual ao de outras doenças infecciosas. Internação só para casos graves”, afirma o diretor do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, David Uip.

 
 
 
 
 
 
 
 

 

3 de junho de 2009

E a gripe suina se difunde

Arquivado em: Pediatria — admin @ 22:37

   Segundo Boletim da Organização Mundial de Saúde, de hoje, 3 de junho, 66 paises possuem casos de gripe suína, num total de 19.273  confirmados, com 117 óbitos. Ainda sem explicação, o maior número de casos ocorre no hemisfério norte, que nesta estação do ano,  apresenta declínio de casos de gripe. Segundo o CDC/Atlanta (Centers for Disease Control and Prevention, Atlanta), todos os casos identificados nos Estados Unidos são causados pelo A- H1N1. Lá foram 10.053 casos, com 17 óbitos, seguido pelo México, tido como país de origem, com 5.059 casos e 97 óbitos. No hemisfério sul, o país que apresenta  o maior número de casos é o Chile, com 313. O Brasil tem 20 casos confirmados, mas não nos iludamos: a gripe está chegando, seu número deve aumentar, e, por certo causará vários óbitos.

                           Das muitas dúvidas com relação ao vírus, discute-se também a divergência de casos de óbito no México, muito superior ao ocorrido no resto do mundo. Cientistas questionam que poderia se tratar de pessoas com outras patologias, agravadas pela gripe, como por exemplo, DPOC, asma, diabete, HIV, doenças cardíacas. Só poderemos saber o real motivo depois das pesquisas que estão sendo feitas.  Já foram seqüenciados genomas de amostras do H1N1 colhidas em todo o mundo (inclusive no México) que confirmam a mesma identidade, o que significa que não está ocorrendo mutação importante para aumentar a virulência do vírus. Isto também facilita a obtenção de amostra para que se produza a vacina. Embora existam medicamentos válidos para o tratamento, só a vacina poderá interromper a pandemia e dar proteção total.  O governo americano destinou bilhões de dólares a vários laboratórios para pesquisas sobre a vacina.   O Departamento de Saúde Americano recomenda que só se use antivirais nos casos graves, e, só aqueles muito graves devem ser internados, chegando a calcular em 10 % o número de infectados que precisam ser hospitalizados. O Ministro Temporão  já anunciou que também no Brasil só se internarão os casos graves.

           Na minha opinião:  Conduta melhor será procurar manter-se saudável, com boa alimentação, rica em frutas, legumes e verduras, redução ou abstenção de fumo e bebidas alcoólicas, evite estresse, choques térmicos, frio e  exercícios excessivos, mantenha atividades recreativas, quantidade normal de sono. Evite contatos com pessoas gripadas, mantenha distância dos interlocutores (acredita-se que as exalações orais podem ser transmissíveis, se com distância menor de um metro deles) e, naturalmente, evite os cumprimentos com beijinhos e apertos de mão. Evite tocar os olhos, nariz ou boca com as mãos, que devem ser lavadas com água e sabão com freqüência ou friccione-as com álcool gel. Particulas maiores de saliva, eliminadas com a tosse ou espirros podem sobreviver até oito horas em superfícies de móveis: se voce tocá-las terá as mãos contaminadas e se infectará se tocar mucosas: boca, olhos, nariz. Evite ter álcool líquido em casa, mais propenso a provocar acidentes, por ser mais inflamável que o gel.

                                     Como teremos de enfrentar essa pandemia muito em breve, a Sociedade Brasileira de Infectologia, baseada nos trabalhos do CDC/Atlanta, deverá publicar no próximo dia 8 de junho as instruções que antecipamos a seguir:

DOCUMENTO PARA O PÚBLICO EM GERAL

1 – PROCEDIMENTOS PARA A POPULAÇÃO

 CUIDADOS

 1.1 – Onde casos detectados de gripe pelo vírus Influenza A/H1N1

O paciente com uma suspeita de infecção pelo vírus Influenza A(H1N1) deverá utilizar máscara desde o momento em que for identificada a suspeita de até a chegada no local de isolamento hospitalar ou domiciliar.

1.2 – Onde NÃO HÁ casos detectados de gripe pelo vírus

Influenza A/H1N1

Não há evidências que comprovem proteção para o uso de máscaras cirúrgicas para a população em ambiente aberto.

2 – PROCEDIMENTOS

2.1 – São considerados casos suspeitos

Pessoas que apresentarem febre alta de maneira repentina (> 38ºC) E tosse podendo estar acompanhadas de um ou mais dos seguintes sintomas: dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações ou dificuldade respiratória,

E

a. Ter apresentado sintomas até 10 dias após voltar de viagens ao exterior, de países que reportaram casos de Influenza A/H1N1;

OU

b. Ter tido contato próximo1, nos últimos 10 dias, com uma pessoa classificada como caso suspeito de Influenza A/H1N1.

2.2 – Procedimentos em relação aos casos suspeitos

Procurar atendimento médico, mas somente nos casos acima

3 – RECOMENDAÇÕES

 

Se você esteve em área afetada pela gripe suína e apresenta alguns dos sintomas acima, adotar quarentena domiciliar voluntária e:

 nPermaneça em casa durante dez dias, utilizando máscara cirúrgica descartável.

 nNão vá ao trabalho ou à escola.

 nMeça sua temperatura três vezes ao dia.

 nFique atento para o surgimento de tosse.

 nNão compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.

 nEvitar tocar olhos, nariz ou boca.

 nCubra o nariz e boca quando tossir ou espirrar, com lenço descartavel

 nLavar as mãos freqüentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar.

 nManter o ambiente ventilado.

nEvitar contato próximo com pessoas (Contato próximo: cuidar, conviver ou ter contato direto com secreções respiratórias ou fluidos corporais de um caso)

Trocar a máscara quando apresentar umidade.* Utilizar máscara isoladamente, sem seguir as recomendações descritas acima, não garante proteção

 

 

 

 

 

 

 

22 de maio de 2009

A reunião anual da Organização Mundial de Saúde

Arquivado em: Pediatria — admin @ 23:47

 

            O vírus da gripe suína”, conhecido oficialmente como gripe A (H1N1), é “sutil e sorrateiro” e deve causar mais casos graves e inclusive mortes nos países mais pobres e populosos do hemisfério Sul, advertiu nesta sexta-feira a diretora-geral da OMS (Organização Mundial de Saúde), Margaret Chan.

O alerta foi durante discurso aos representantes dos 193 Estados membros da OMS, reunidos em Genebra, na Suíça, para o encerramento da assembléia anual da organização. A reunião, que foi encurtada para que os representantes pudessem retornar logo aos seus países e aos preparativos antigripe, foi dominada pela ameaça de pandemia de gripe A –embora a OMS tenha mantido o alerta em nível cinco.

“Este é um vírus sutil, sorrateiro, que não previne sua chegada nem sua presença num novo país, provocando uma súbita explosão do número de pacientes que necessitem cuidados médicos ou hospitalização”, comentou Chan.

           Segundo o mais recente balanço da organização, a gripe suína atingiu 11.168 pessoas em 42 países, a grande maioria no hemisfério Norte, e deixou 86 mortos.

           Chan também preveniu que “a atual estação invernal [no Sul] dá aos vírus da gripe uma ocasião para se misturar e modificar seu material genético de forma imprevisível” –o temor dos cientistas é de que o vírus A (H1N1), de fácil transmissão, se una a um vírus como o da gripe aviária, de alta letalidade, causando uma pandemia de proporções preocupantes. A organização teme ainda a chegada do vírus em países sem os meios de diagnosticar e tratar nem sequer a gripe sazonal.

“A solidez do sistema de saúde de um país estabelecerá a diferença” entre uma simples doença e uma epidemia, destacou Chan.

           O país norte-americano continua com o maior número de casos da nova gripe confirmados em laboratório: são 5.764 pacientes, incluindo nove mortes –um aumento de 54 casos em 24 horas.

          O México, país considerado epicentro da doença, manteve 3.892 casos do vírus A (H1N1), com 75 mortes. Também na América do Norte, o Canadá continua com 719 casos da doença, incluindo uma vítima.

          O Japão também apresentou um aumento significativo no número de casos, saltando de 259 para 294 pacientes.

          O balanço inclui ainda o primeiro caso registrado nas Filipinas e um salto de um para oito casos registrados no Equador e cinco para 24 pacientes confirmados no Chile.

A organização registra ainda casos da doença no A OMS inclui ainda casos da doença registrados na Espanha (113), Reino Unido (112), Panamá (73), França (16), Alemanha (14), Colômbia (12), China (11), Itália (10), Nova Zelândia (9), Israel (7), Austrália (7), El Salvador (6), Bélgica (5), Peru (5), Guatemala (4), Cuba (4), Noruega (3), Suécia (3), Holanda (3), Coréia do Sul (3), Finlândia (2), Tailândia (2), Turquia (2), Malásia (2), Polônia (2), Argentina (1), Áustria (1), Dinamarca (1), Índia (1), Irlanda (1), Portugal (1), Grécia (1) e Suíça.

                                      Brasil

             O balanço mantém ainda o número de casos da doença registrados no Brasil, oito no total. O Ministério da Saúde informou nesta quinta-feira, contudo, que o nono caso confirmado de gripe suína no país. O ministério afirmou ainda que outros 14 casos suspeitos sejam acompanhados e outros 14 estão em monitoramento.

            O novo caso confirmado é do Estado de São Paulo e foi identificado hoje, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. O paciente é um homem de 39 anos, que esteve em Nova York entre os dias 13 e 19 de maio. Ele apresentou os primeiros sintomas no dia do desembarque no Brasil. Ele foi atendido ontem (20) no Hospital Israelita Albert Einstein, onde foi colhido o material para análise pelo Instituto Adolfo Lutz. O paciente está em isolamento domiciliar e passa bem.

                              Sintomas

          A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. “Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.”

          A Gripe A-H1N1 continua seu rumo de pandemia: a cada relatório do CDC/Atlanta mais pessoas são relacionadas e mais países apresentam epidemias internas.  Continua a suposição de que o modo de disseminação é igual ao da gripe comum ou sazonal, o que garante que ela nos alcançará em cheio muito breve. Felizmente seus quadros clínicos tem sido discretos, pouco mais intensos que a gripe sazonal. A maioria dispensando medicação específica, com pequena porcentagem necessitando hospitalização (só quadros graves), com índice de óbitos também pequeno: ATÉ AGORA.

            Começando a fase outono inverno no hemisfério sul, devem aumentar os casos de gripe sazonal que podem facilitar a mutação do H1N1. Até mesmo a sua associação com a gripe aviária A-H5N3 (este vírus tem alto poder de letalidade, mas pouco transmissível) que poderia transferir-lhe a propriedade de transmissão entre pessoas. Até que se tenha disponível a vacina específica, em desenvolvimento adiantado nos Estados Unidos (O Departamento de Saúde Americano destinou 1 bilhão de dólares para o desenvolvimento da vacina, não em ovos, mas cultura de células de mamíferos capazes de “hospedar” o vírus. Eles são injetados nas células onde se multiplicam; ás células são rompidas, seu material é purificado e inativado, permitindo a produção de vacinas em poucas semanas).  

            Acho que se todos aplicarem a vacina contra a gripe sazonal, a circulação desse vírus diminuirá, reduzindo a possibilidade de fusão com o H1N1 e se você adquirir a gripe suína, seu organismo não estará debilitado.

            No México, e mesmo nos Estados Unidos, surgiu um tipo de festa chamada de Festa da Gripe Suína. Convidam-se portadores de formas leves de gripe H1N1, para festa em ambiente fechado, com a suposição de que os participantes adquirirão também forma leve da gripe e ganharão imunidade. Grande erro: a intensidade da doença depende da virulência do agente, mas também da resistência pessoal.

            Conduta melhor será procurar manter-se saudável, com boa alimentação, rica em frutas, redução ou abstenção de fumo e bebidas alcoólicas, evite estresse, choques térmicos, frio e  exercícios excessivos, mantenha atividades recreativas, quantidade normal de sono. Evite contatos com pessoas gripadas, mantenha distancia dos interlocutores (acredita-se que as exalações orais podem ser transmissíveis, se com distancia menor de um metro dele) e, naturalmente, evite os cumprimentos com beijinhos e apertos de mão. Evite tocar os olhos, nariz ou boca com as mãos, que devem ser lavadas com água e sabão com freqüência ou friccione-as com álcool gel. Evite ter alcool líquido em casa, mais propenso a provocar acidentes.

            São medidas que dificultam o contágio, até que possamos ter a vacina específica contra esse vírus. No Brasil, o Laboratório Manguinhos também já decidiu iniciar a sua produção da vacina, que poderá alcançar um milhão em um ano.

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