Doutor Carlos Leite

22 de maio de 2009

A reunião anual da Organização Mundial de Saúde

Arquivado em: Pediatria — admin @ 23:47

 

            O vírus da gripe suína”, conhecido oficialmente como gripe A (H1N1), é “sutil e sorrateiro” e deve causar mais casos graves e inclusive mortes nos países mais pobres e populosos do hemisfério Sul, advertiu nesta sexta-feira a diretora-geral da OMS (Organização Mundial de Saúde), Margaret Chan.

O alerta foi durante discurso aos representantes dos 193 Estados membros da OMS, reunidos em Genebra, na Suíça, para o encerramento da assembléia anual da organização. A reunião, que foi encurtada para que os representantes pudessem retornar logo aos seus países e aos preparativos antigripe, foi dominada pela ameaça de pandemia de gripe A –embora a OMS tenha mantido o alerta em nível cinco.

“Este é um vírus sutil, sorrateiro, que não previne sua chegada nem sua presença num novo país, provocando uma súbita explosão do número de pacientes que necessitem cuidados médicos ou hospitalização”, comentou Chan.

           Segundo o mais recente balanço da organização, a gripe suína atingiu 11.168 pessoas em 42 países, a grande maioria no hemisfério Norte, e deixou 86 mortos.

           Chan também preveniu que “a atual estação invernal [no Sul] dá aos vírus da gripe uma ocasião para se misturar e modificar seu material genético de forma imprevisível” –o temor dos cientistas é de que o vírus A (H1N1), de fácil transmissão, se una a um vírus como o da gripe aviária, de alta letalidade, causando uma pandemia de proporções preocupantes. A organização teme ainda a chegada do vírus em países sem os meios de diagnosticar e tratar nem sequer a gripe sazonal.

“A solidez do sistema de saúde de um país estabelecerá a diferença” entre uma simples doença e uma epidemia, destacou Chan.

           O país norte-americano continua com o maior número de casos da nova gripe confirmados em laboratório: são 5.764 pacientes, incluindo nove mortes –um aumento de 54 casos em 24 horas.

          O México, país considerado epicentro da doença, manteve 3.892 casos do vírus A (H1N1), com 75 mortes. Também na América do Norte, o Canadá continua com 719 casos da doença, incluindo uma vítima.

          O Japão também apresentou um aumento significativo no número de casos, saltando de 259 para 294 pacientes.

          O balanço inclui ainda o primeiro caso registrado nas Filipinas e um salto de um para oito casos registrados no Equador e cinco para 24 pacientes confirmados no Chile.

A organização registra ainda casos da doença no A OMS inclui ainda casos da doença registrados na Espanha (113), Reino Unido (112), Panamá (73), França (16), Alemanha (14), Colômbia (12), China (11), Itália (10), Nova Zelândia (9), Israel (7), Austrália (7), El Salvador (6), Bélgica (5), Peru (5), Guatemala (4), Cuba (4), Noruega (3), Suécia (3), Holanda (3), Coréia do Sul (3), Finlândia (2), Tailândia (2), Turquia (2), Malásia (2), Polônia (2), Argentina (1), Áustria (1), Dinamarca (1), Índia (1), Irlanda (1), Portugal (1), Grécia (1) e Suíça.

                                      Brasil

             O balanço mantém ainda o número de casos da doença registrados no Brasil, oito no total. O Ministério da Saúde informou nesta quinta-feira, contudo, que o nono caso confirmado de gripe suína no país. O ministério afirmou ainda que outros 14 casos suspeitos sejam acompanhados e outros 14 estão em monitoramento.

            O novo caso confirmado é do Estado de São Paulo e foi identificado hoje, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. O paciente é um homem de 39 anos, que esteve em Nova York entre os dias 13 e 19 de maio. Ele apresentou os primeiros sintomas no dia do desembarque no Brasil. Ele foi atendido ontem (20) no Hospital Israelita Albert Einstein, onde foi colhido o material para análise pelo Instituto Adolfo Lutz. O paciente está em isolamento domiciliar e passa bem.

                              Sintomas

          A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. “Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.”

          A Gripe A-H1N1 continua seu rumo de pandemia: a cada relatório do CDC/Atlanta mais pessoas são relacionadas e mais países apresentam epidemias internas.  Continua a suposição de que o modo de disseminação é igual ao da gripe comum ou sazonal, o que garante que ela nos alcançará em cheio muito breve. Felizmente seus quadros clínicos tem sido discretos, pouco mais intensos que a gripe sazonal. A maioria dispensando medicação específica, com pequena porcentagem necessitando hospitalização (só quadros graves), com índice de óbitos também pequeno: ATÉ AGORA.

            Começando a fase outono inverno no hemisfério sul, devem aumentar os casos de gripe sazonal que podem facilitar a mutação do H1N1. Até mesmo a sua associação com a gripe aviária A-H5N3 (este vírus tem alto poder de letalidade, mas pouco transmissível) que poderia transferir-lhe a propriedade de transmissão entre pessoas. Até que se tenha disponível a vacina específica, em desenvolvimento adiantado nos Estados Unidos (O Departamento de Saúde Americano destinou 1 bilhão de dólares para o desenvolvimento da vacina, não em ovos, mas cultura de células de mamíferos capazes de “hospedar” o vírus. Eles são injetados nas células onde se multiplicam; ás células são rompidas, seu material é purificado e inativado, permitindo a produção de vacinas em poucas semanas).  

            Acho que se todos aplicarem a vacina contra a gripe sazonal, a circulação desse vírus diminuirá, reduzindo a possibilidade de fusão com o H1N1 e se você adquirir a gripe suína, seu organismo não estará debilitado.

            No México, e mesmo nos Estados Unidos, surgiu um tipo de festa chamada de Festa da Gripe Suína. Convidam-se portadores de formas leves de gripe H1N1, para festa em ambiente fechado, com a suposição de que os participantes adquirirão também forma leve da gripe e ganharão imunidade. Grande erro: a intensidade da doença depende da virulência do agente, mas também da resistência pessoal.

            Conduta melhor será procurar manter-se saudável, com boa alimentação, rica em frutas, redução ou abstenção de fumo e bebidas alcoólicas, evite estresse, choques térmicos, frio e  exercícios excessivos, mantenha atividades recreativas, quantidade normal de sono. Evite contatos com pessoas gripadas, mantenha distancia dos interlocutores (acredita-se que as exalações orais podem ser transmissíveis, se com distancia menor de um metro dele) e, naturalmente, evite os cumprimentos com beijinhos e apertos de mão. Evite tocar os olhos, nariz ou boca com as mãos, que devem ser lavadas com água e sabão com freqüência ou friccione-as com álcool gel. Evite ter alcool líquido em casa, mais propenso a provocar acidentes.

            São medidas que dificultam o contágio, até que possamos ter a vacina específica contra esse vírus. No Brasil, o Laboratório Manguinhos também já decidiu iniciar a sua produção da vacina, que poderá alcançar um milhão em um ano.

21 de maio de 2009

Conheça um pouco do Virus A-H1N1

Arquivado em: Pediatria — admin @ 16:46

Relatorio do CDC/Atlanta ( Centers for Disease Control and Prevention, Atlanta) de 20/5/2009 

        O número de infectados com o vírus A-H1N1 nos Estados Unidos continua aumentando. Alcança agora 5.710 casos, em 48 estados, gerando 247 hospitalizações, com 8 óbitos. Também no mundo cresceo número de infectados e o de países atingidos.

Indidencia:

Idade média 17 anos, variando de 1 mes a 87 anos

Sexo feminino 51 %, masculino 49 %

Tempo médio da doença à admissão no Hospital 4 dias (variou entre 1 e 13 dias)

Tempo de hospitalização: média de  5 dias (variou de 2 a 31 dias)

 

    Informações técnicas na página do Ministério da Saúde sobre influenza A (H1N1):
           

            A influenza é um vírus presente em diversas espécies animais, sendo que foram descritos no vírus influenza A 16 tipos de hemaglutininas (H) e 9 de neuraminidades (N). Quando ocorrem mudanças em segmentos genômicos destes vírus, podem surgir cepas pandêmicas e aumentar sua virulência. Então, sempre existe a possibilidade dos diversos vírus influenza circulantes se rearranjarem, sejam de origem humana ou animal.
            O Instituto Osvaldo Cruz (IOC) utiliza o método diagnóstico indicado pela OMS, chamado PCR em tempo real, que é altamente sensível. Os kits específicos para detecção da influenza A (H1N1) para uso no diagnóstico, distribuídos pelo CDC/Atlanta, já foram recebidos no IOC e estão em uso. A virologista    Marilda Siqueira, chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do IOC, esclarece importantes aspectos da epidemia.
Marilda ressalta que existe um aspecto social importante nesta relação já que, ao longo da história humana, a domesticação de anumerosas.nimais aproximou o convívio mais direto entre humanos e animais e, recentemente, com o confinamento de animais criados para consumo na alimentação, entre outros fatores, criou possibilidades de rearranjo de vírus da influenza. 
                        A especialista informa que até o momento o vírus influenza A (H1N1) tem se mostrado contagioso, porém sua letalidade parece baixa. Sobre os desdobramentos da situação atual, a especialista indica que é difícil prever cenários futuros. “Temos alguns quadros na nossa frente. Este vírus pode permanecer circulando com os tipos sazonais, possibilitando o intercâmbio genético entre eles. Pode surgir uma forma mais branda como resultado deste rearranjo, por exemplo. O vírus pode circular alguns meses e depois retornar de forma mais severa, como foi observado em outras situações. Não podemos esquecer que temos também o vírus influenza H5N1, aviário, que está circulando em algumas partes do mundo. Enfim, é impossível prever. Temos vários quadros pela frente, por isso não podemos relaxar na vigilância do vírus. O mais importante é continuarmos alertas e preparados para o enfrentamento, com a rede de vigilância atenta para os desdobramentos”, aponta.
.            A virologista rebate comentários sobre alarde exagerado na vigilância sobre a atual pandemia. “O controle de qualquer vírus respiratório é difícil. É necessário tomar as providências necessárias na hora certa. No Brasil, o Ministério da Saúde está fazendo tudo o que é necessário para conter a situação, com responsabilidade total com os compromissos firmados internacionalmente”, indica, ressaltando que a própria mobilização em torno da doença foi um dos elementos que tem contribuído para o controle.



19 de maio de 2009

Aos viajantes

Arquivado em: Pediatria — admin @ 14:18

 

       VIAJANTES QUE SE DESTINAM ÀS ÁREAS AFETADAS

Aos viajantes que se destinam aos países afetados:
• Em relação ao uso de máscaras cirúrgicas descartáveis, durante a permanência nos países afetados seguir rigorosamente as recomendações das autoridades sanitárias locais.
• Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável

 • Evitar locais com aglomeração de pessoas.
• Evitar o contato direto com pessoas doentes.
• Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.
• Evitar tocar olhos, nariz ou boca.
• Lavar as mãos freqüentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar.
• Em caso de adoecimento, procurar assistência médica e informar história de contato com doentes e roteiro de viagens recentes a esses países.
• Não usar medicamentos sem orientação médica.
Atenção! Todos os viajantes devem ficar atentos também às medidas preventivas recomendadas pelas autoridades nacionais dos países afetados.

          Aos viajantes que estão voltando de viagens internacionais:

Viajantes procedentes de outros países, independente de ter ou não casos confirmados, que apresentarem alguns dos sintomas da doença até 10 dias após saírem dessas áreas afetadas devem:

Procurar assistência médica na unidade de saúde mais próxima.

 

 

 

O virus mantem seu genoma inalterado

Arquivado em: Pediatria — admin @ 14:09

            A Gripe A-H1N1 tem sintomas iguais aqueles das gripes sazonais (febre alta, dor no corpo, tosse, etc.), mas tem algumas características diferentes e intrigantes. Concentra-se, no momento,  em países do hemisfério norte, que já estão no inicio da primavera, quando deveriam  ocorrer no fim do outono e inicio do inverno;  sua incidência deveria ser maior nas idades extremas (antes de 2 e após 60 anos), mas está atacando mais entre 5 e 24 anos. Outra característica diferente é a freqüência de diarréia e vômitos, não observados na gripe comum. Já está presente epidemicamente em 22 estados americanos, dos 49 em que se mostrou, somando no total 5.123 casos, com 6 óbitos, porcentagem um pouco maior do que a encontrada na gripe sazonal.. Em 42 paises onde a doença foi confirmada, inclusive nos  países das Américas, o número total de casos é de 8.480 casos, em praticamente 3 meses. A virulência é próxima da gripe sazonal, mas é um vírus novo ainda estável,  mas suas mudanças são sempre imprevisíveis, e não devemos subestima-las. No Brasil tivemos 317 casos suspeitos, 8 confirmados ( Rio de Janeiro, 3 casos, São Paulo, 2 casos e Minas, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, 1 caso).

                O Instituto Osvaldo Cruz concluiu o sequenciamento genético do material colhido nos três casos de gripe A confirmados no Brasil- 2 cariocas e um mineiro. Foi escolhida a proteína M da matriz viral, considerada a mais importante de sua  estrutura, composta de 8 cadeias de RNA. O sequenciamento foi enviado ao centro mundial de controle da gripe, Instituto Nacional de Saúde (NIH) dos Estados, que confirmou o mesmo genoma  daqueles que já circularam e estão depositados naquele instituto. Essas comparações já haviam sido feitas nas amostras colhidas nos Estados Unidos, Canadá, Alemanha e Suíça. Isto mostra que não está havendo mutações nas amostras estudadas em todo o mundo, isto é, não está alterando suas características de virulência e disseminação. Mas as mutações podem ocorrer em qualquer momento. Apesar disto vários laboratórios já estão adiantados na fabricação da vacina contra esse novo vírus. Alguns admitem que comecem a distribuição ainda este mês (GSK, com uma cepa atenuada).

            A Organização Mundial de Saúde incentiva todos os fabricantes para manterem a pesquisa sobre a nova vacina, mas que não interrompam a produção da vacina contra a gripe sazonal, que ser  aplicada a todas as pessoas acima de 6 meses.

 É recomendação do Ministério da Saúde que nos possíveis casos suspeita de estágio agudo da doença, comunicar à vigilância sanitária, repouso e uma boa hidratação são as principais recomendações. Os medicamentos antitérmicos podem ser utilizados, com especial atenção ao Ácido Acetil Salicílico, que não é aconselhável para crianças. Medidas de suporte intensivo e hospitalização serão necessárias em caso de complicações severas nos pulmões, a fim de evitar pneumonia.

Declaração do Ministério da Saúde do Brasil

Arquivado em: Pediatria — admin @ 11:18

INFORMAÇÕES DO MINISTERIO DA SAUDE DO BRASIL

 

 

 Até o momento (18/5/09), foram confirmados oito casos da doença, nos estados do Rio de Janeiro (3), São Paulo (2), Minas Gerais (1), Rio Grande do Sul (1) e Santa Catarina (1). Para todos os casos, estão sendo realizados busca ativa e monitoramento de todas as pessoas que estabeleceram contato próximo com esses pacientes.

Os testes estão sendo realizados nos três laboratórios de referência do Ministério da Saúde: Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro; do Instituto Adolf Lutz, em São Paulo; e do Instituto Evandro Chagas, em Belém (PA).

.    O Ministério da Saúde considera que não há evidências de sustentabilidade da transmissão de pessoa a pessoa do vírus A (H1N1), tendo em vista ter sido detectado somente dois casos de transmissão autóctone (dentro do território nacional), ambos com vínculo epidemiológico com o caso índice procedente do México. Desse modo, até o momento, os estados brasileiros com casos confirmados não devem ser considerados como áreas afetadas.

.    Atualmente, dez países apresentam transmissão autóctone, mas apenas três de forma sustentada: Estados Unidos (4.714 casos), México (3.103) e Canadá (496). Os outros países com transmissão autóctone não sustentada são Reino Unido (56 casos), Espanha (30), Panamá (10), Alemanha (4), Bélgica (3), Brasil (2) e Itália (1).

 

 São considerados CASOS SUSPEITOS:

a) Pessoa que apresentar febre alta de maneira repentina (acima de 38ºC) E tosse, podendo estar acompanhadas de algum dos seguintes sintomas: dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, dificuldade respiratória; E ter apresentado sintomas até 10 dias após sair de países que reportaram
casos pela Influenza A (H1N1);

OU

b) Ter tido contato próximo*, nos últimos 10 dias, com uma pessoa classificada como caso suspeito de infecção humana pelo novo subtipo de Influenza A (H1N1).

 

* Para o Ministério da Saúde, contato próximo é a pessoa que cuida, convive ou teve contato direto com secreções respiratórias ou fluidos corporais de um caso suspeito.

.

 NÃO É RECOMENDADO que a população tome medicamentos por conta própria, pois a automedicação pode mascarar ou atenuar sintomas, além de provocar resistência ao medicamento específico para influenza. Se as pessoas sentirem alguns dos sintomas, devem procurar um serviço de saúde imediatamente.

 

17 de maio de 2009

Último relatório do CDC (Centers for Disease Control and Prevention, Atlanta)

Arquivado em: Pediatria — admin @ 19:49

 

            O CDC de Atlanta (Centers for Disease Control and Prevention, Atlanta) contabiliza em 4.714 os casos confirmados ou prováveis em 47 estados americanos, com a maioria dos casos (638) em Illinois. Os 4 óbitos ocorreram em pacientes com outras patologias concomitantes. 

            Informa também que ainda não tem previsão sobre a gravidade da infecção que esse novo vírus pode provocar. Acredita que novos casos vão continuar ocorrendo, com novos óbitos, e calcula em 10% os casos que precisarão ser hospitalizados, mas nem todos necessitarão de medicação curativa.  

                           Esse Centro americano desenvolveu um kit para diagnóstico mais rápido e confiável, pois antes dele os testes eram feitos por exclusão ou através de cultura do vírus, demorado e caro. O Brasil recebeu alguns desses kits, centralizados em apenas três laboratórios do país - Fundação Oswaldo Cruz (RJ), Adolfo Lutz (SP) e Evandro Chagas (PA). Só eles estão capacitados para confirmar a doença.

            A classificação desse vírus Influenza A- H1N1 é a mesma do agente da Gripe Espanhola que causou milhões de mortes em 1918. Como não conhecemos o genoma daquele vírus, pode ser o mesmo agente, mas que sofreu mutações.  A estrutura do vírus atual mostra composição genética quádrupla, de porco da Europa, Ásia, além de aviário e humano.

            Como em todas as epidemias, muitas pessoas terão imunidade natural, sem adquirir a doença mesmo após contato com pessoas doentes, mas a grande maioria estará sujeita a adquirir a infecção e por isto é importante a obediência às instruções da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e suas orientações.

            Mais ainda, como é comum que existam mutações nas passagens pelas pessoas susceptíveis, pode haver aumento de sua virulência, tornando mais graves as infecções.  Ainda, é comum que a epidemia ocorra em ciclos de duração variável e intervalos variáveis.Tudo ainda para ser determinado.

            No Brasil ainda são poucos os casos confirmados, com nenhum óbito. A chegada do inverno provavelmente reduzirá a incidência da Dengue, que no início tem os mesmos sintomas, mas trará a gripe sazonal, cujos sintomas iniciais são os mesmos e que dificultará o diagnóstico. Por isto acho que todos devem fazer a vacina programada para esse ano, que não deverá proteger contra a Gripe A, mas reduzirá os casos em observação. Sobre a produção de uma vacina específica, única proteção eficaz, todos os laboratórios do mundo lutam para concluí-la o mais breve possível.

 

             Piscinas e spas -Recentes estudos do CDC revelam que níveis recomendados para piscinas(1 a 3 partes por milhão-ppm) são adequados para desinfecção dos vírus aviário (A– H5N3) e deste novo vírus (A-H1N1) , e 2 a 5 ppm para Spas.

  

Medidas que ajudam na sua proteção;

·    Estar atento sobre a incidência de casos em seu país e, especialmente sua cidade.

·     Mantenha-se saudável, evitando estress e excessos físicos (noites mal dormidas, bebidas alcoólicas em excesso), exposição excessiva ao frio, choques térmicos.

Se já existirem casos em sua cidade:

·        Mantenha as mãos limpas, lavando-as com freqüência com água e sabão, ou usando álcool.  

·        Evite contato com pessoas gripadas,  ou provenientes dos paises em que ocorrem casos dessa            infecção.  

·        Evite aglomerações e ambientes com pouca ventilação.

Se você apresentar quadro de infecção respiratória:

·    Use lenço de papel para cobrir a boca ao tossir e para higiene nasal. Cuidado ao descartá-lo.

·     Procure o seu médico ou posto de saúde ao primeiro sinal de infecção de vias aéreas.

 

Crianças até 18 anos não devem usar aspirina ou derivados, caso tenham suspeita da gripe.

           

15 de maio de 2009

Declaração do Ministro José Gomes Temporão

Arquivado em: Pediatria — admin @ 10:50

Quarta, 13 de Maio de 2009

 

Ministro da Saúde aponta circulação limitada da gripe A no Brasil


 

 

Embora admita a impossibilidade de se prever o comportamento futuro do vírus H1N1, causador da gripe suína (influenza A), o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que, no momento, a circulação da doença no Brasil é limitada. De acordo com o último boletim do Ministério da Saúde, divulgado no início da tarde desta terça-feira (12), mantêm-se os oito casos confirmados da doença no país. As autoridades de saúde ainda acompanham 32 casos suspeitos, distribuídos pelos estados de São Paulo (14), Rio de Janeiro (4), Alagoas (2), Minas Gerais (2), Paraná (2), Pernambuco (2), Ceará (1), Rondônia (1) e pelo Distrito Federal (4), e monitoram mais 29 eventuais casos em dez estados, tendo descartado outros 168 possíveis registros da influenza A.

Um balanço das ações de prevenção e combate à disseminação do H1N1 no Brasil foi apresentado por Temporão, nesta quarta-feira (12), em audiência pública da Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Segundo explicou, a estratégia implementada pelas autoridades sanitárias brasileiras está amparada nas orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS), que mantém o nível de alerta 5 para essa doença. Esse patamar se justifica pela existência de apenas três países (Estados Unidos, México e Canadá) com transmissão sustentada e continuada da influenza A, podendo alcançar o nível 6 se esse ritmo de contaminação chegar a outro continente.

Temporão informou ainda que apenas três laboratórios do país – Fundação Oswaldo Cruz (RJ), Adolfo Lutz (SP) e Evandro Chagas (PA) – estão capacitados para detectar a doença, que atinge mais crianças e adultos jovens. Sobre a produção de uma vacina, o ministro adiantou que o Instituto Butantã (SP) é candidato a fazê-lo, mas ainda depende da cepa do vírus a ser fornecida pela OMS. O ministro estimou que esse processo leve mais de seis meses para ser concluído.

Em relação aos recursos para o controle da gripe suína, Temporão sustentou serem suficientes os R$ 141 milhões de crédito suplementar a serem liberados por meio de medida provisória. Ressaltou ainda a existência de 54 unidades de referência hospitalar no tratamento da doença, com 829 leitos disponíveis. O estoque de medicamento para combate ao H1N1 chega a 12.500 kits, sendo metade para adultos e metade para crianças, porém o Ministério da Saúde já negocia a produção de kits para viabilizar mais de 800 mil tratamentos.

 

 

 

 

 

 

 

13 de maio de 2009

A gripe se dissemina sem pressa

Arquivado em: Pediatria — admin @ 14:03

            O vírus A-H1N1 continua se espalhando pelo mundo, a meu ver, meio preguiçosamente. Já está presente em 33 paises, com 5728 casos confirmados. A sua virulência também parece estável, com perto de 60 óbitos, com percentagem de 1,04 %. O número esperado para gripes sazonais é um pouco menor : 0,5% ou 1 óbito para 200 casos.

            Continua me intrigando o fato de a incidência maior se localizar o hemisfério norte, que está saindo do inverno. Como breve entraremos no inverno isto me preocupa: a virulência poderá aumentar assim como a disseminação ser mais rápida. Faço estas considerações não para assustar, mas para não considerarmos que Deus é mesmo brasileiro e nos descuidarmos das medidas preventivas, que, em epidemias, são de valor crucial.

            O curso inicial da dengue e das duas gripes, a H1N1 e a sazonal são idênticos. Estamos numa epidemia de dengue, que deve aumentar com as enchentes e alagamentos. Vamos iniciar a fase da gripe sazonal, e se a gripe H1N1 for pródiga, teremos um problema. Os kits de testes não serão suficientes para as três enfermidades. Se demorarmos a fazer o diagnóstico da H1N1 estaremos favorecendo a sua disseminação. E também perderemos o ponto ótimo para iniciar o tratamento (primeiras 48 horas).

            Ficaria mais barato e efetivo para o governo usar todo o seu estoque de vacinas contra a gripe sazonal: depois disso, quadro de gripe é, com mais probabilidade, H1N1: isolam-se os contatos e se inicia o oseltamivir.

            Acho que você pode ajudar vacinando-se contra a gripe sazonal e tomando as medidas de precaução da Associação Médica Brasileira: repito para que sejam gravadas:

Indivíduos saudáveis assintomáticos

 

Manter distância de no mínimo um metro de qualquer indivíduo com sintomas de gripe, e:

_ Evitar levar as mãos à boca e ao nariz.

1 _ Higienizar as mãos com freqüência, utilizando água e sabão ou soluções alcoólicas, especialmente se tocar a boca e nariz ou superfícies potencialmente contaminadas.

_ Reduzir o máximo possível o tempo de contato com pessoas potencialmente doentes.

_ Reduzir o máximo possível a permanência em ambientes com aglomeração de pessoas.

_ Nos ambientes que estiver freqüentando, melhorar o fluxo de ar,abrindo as janelas por exemplo.

Fora do ambiente de serviços de saúde, não há evidências que demonstrem benefícios do uso de máscaras cirúrgicas ou respiratórias para a proteção contra a exposição ao vírus em ambientes abertos.

Se optar por utilizar máscara, o uso adequado das mesmas segue os seguintes parâmetros:

_ Colocar a máscara cuidadosamente para cobrir a boca e o nariz e ajuste-a corretamente para melhor adaptação ao formato do rosto.

_ Evitar tocar na máscara durante o seu uso. Se tocar na máscara,  para removê-la, por exemplo, higienizar as mãos utilizando água e sabão ou soluções alcoólicas.

_ Trocar a máscara quando apresentar umidade.

_ Utilizar máscara isoladamente, sem seguir as recomendações descritas acima, não garante proteção.

 

Não há evidências que comprovem proteção para o uso de máscaras

cirúrgicas para a população em ambiente aberto.

 

 

 

12 de maio de 2009

Gripe A – aumentam os nossos casos

Arquivado em: Pediatria — admin @ 16:44

            O numero de casos de gripe A-H1N1 continua se difundindo pelo mundo, com a característica de preferir países do hemisfério norte, que está no inicio da primavera. No hemisfér4io sul, poucos casos (8 no Brasil, 3 na Colômbia, 1 na Argentina, 1 na Nova Zelândia e 1 na Oceania).

            É ocorrência comum mutações do vírus nas passagens pelos indivíduos, podendo alterar a virulência, o que até agora parece não ocorrer: continua baixa a gravidade das infecções que provoca: foram 3 óbitos nos Estados Unidos, 56 no México, 1 no Canadá, que teve 330 casos confirmados. Mesmo nos casos confirmados no Brasil, a evolução tem sido satisfatória e vários tiveram alta.

            O que preocupa é a chegada do inverno, que poderá facilitar a difusão da Gripe A, quando teremos também os habituais casos de gripe sazonais, que dificultarão o diagnóstico precoce da Gripe A: os sintomas iniciais são idênticos, obrigando ao tratamento de todos os casos de gripe, inclusive as sazonais, até que se consiga resultado do teste reverse-transcription polymerase chain reaction (RT-PCR) ou cultura do vírus, únicos métodos confiáveis. Esta seria uma razão bastante para que o governo estenda a vacina da gripe sazonal a toda à população acima de 6 meses. Até lá, aconselho que todos se vacinem: estarão protegidos da gripe sazonal e reduzirão a circulação de outro vírus que pode interagir com o A-H1N1.

            O Ministro Temporão garante estoque para tratamento dos casos previsto e também já contratou nova encomenda  ao laboratório produtor.

Influenza A – Relatorio do CDC de 3 de maio

Arquivado em: Pediatria — admin @ 11:29

Relatório do CDC de Atlanta informa que os casos de Influenza A  já alcançaram 30 estados americanos, com 226 casos, permanecendo 1 óbito. Nova Iorque (63 casos) Texas (40) e California (26) são os mais atingidos. No mundo 15 paísses registraram 615 casos confirmados, incluindo os americanos, com maiores incidencias  México 397), Canada (34), Espanha (13) e Reino Unidos (13).

Em entrevista posterior o Secretario de Saúde Mexicano, Jose Angel Cordoba villalobos, anunciou 506 casos, com ocorrencia de 19 óbitos.

O acrescimo expressivo dos números talvez se deva ao fato de agora terem em mãos, resultados dos testes necessários para confirmação da doença, que são demorados. Os testes rápidos, são screening, e precisam confirmação, que são mais demorados.

Felizmente, não foi comprovado nenhum caso no Brasil, embora existam 3 dezenas de casos em observação.

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