Doutor Carlos Leite

9 de novembro de 2009

GRIPE SUINA – Atualização em 1/11/2009

Arquivado em: Pediatria — admin @ 18:54

                 

            Boletim do NHI (Instituto Nacional de Saúde, dos Estados Unidos) de 1/11/2009 informa que a transmissão do influenza A-H1N1 continua intensa e persistente no território Americano. As suas características continuam as mesmas: é mais contagiosa que a gripe sazonal, a incidência de casos secundários (2º caso no domicílio) ocorre em cerca de 1 em cada 5 casos, a letalidade é pouco maior que a gripe sazonal, e a complicação principal é aparecimento de pneumonia.

Nos Estados Unidos  já começou a vacinação, com preferência para crianças, idosos, grávidas e trabalhadores em serviços de saúde, escola e que lidam com o público, devido à pequena disponibilidade de vacinas no momento. Os outros grupos serão vacinados a seguir.

            Na Europa o aumento dos casos sinaliza como um início precoce do inverno: sabemos que as baixas temperaturas levam a concentração de pessoas em ambientes fechados, o que favorece as infecções respiratórias.

            O vírus A-H1N1 é o predominante em 199 países, contabilizando 6 mil óbitos. Perdeu-se o interesse em divulgar o número de casos de A-H1N1, devido a ocorrência de casos leves, na  sua maioria.

            A única providência efetiva na prevenção da doença é a vacinação com a vacina específica, que deverá ser iniciada no Brasil, no 1º trimestre de 2010, em tempo de reduzir o número de casos. O Centro de Doenças Contagiosas de Atlanta aconselha que se aplique as duas vacinas  ao mesmo tempo: a vacina contra a gripe sazonal e a nova vacina contra A-H1N1.

            De acordo com o CDC entre 5 e 20 % da população dos USA sofre uma infecção de influenza sazonal a cada ano. Desses,  mais de 200.000 infectados são hospitalizados por complicações e  a letalidade é de 36.000 óbitos anuais.A doença é mais grave em pacientes idosos, crianças abaixo de 5 anos, gestantes e naquelas pessoas portadoras de doenças crônicas(diabete, pneumopatias, AIDS), ou em uso de imunossupressores (drogas para câncer ou corticoides em doses altas.

Aqui no Brasil  incidência da gripe suína deve aumentar no início do inverno, como ocorre no hemisfério norte. Por isto vamos repetir os cuidados para impedir a sua disseminação no inverno.

                As recomendações continuam as mesmas

             Para todos os Indivíduos saudáveis assintomáticos

 - Manter-se hígido, sem estress e com alimentação equilibrada que inclua legumes,  verduras, suco de frutas e líquidos com abundância. Tenha o repouso necessário.

- Manter distância de no mínimo um metro de qualquer indivíduo com sintomas de gripe, e_ Evitar levar as mãos à boca e ao nariz.

- Higienizar as mãos com freqüência, utilizando água e sabão ou soluções alcoólicas,       especialmente se tocar a boca e nariz ou superfícies potencialmente contaminadas.

- Reduzir o máximo possível o tempo de contato com pessoas potencialmente doentes. _ Reduzir o máximo possível a permanência em ambientes com aglomeração de pessoas.

-  Nos ambientes que estiver freqüentando, melhorar o fluxo de ar, abrindo as janelas, por exemplo.

- Fora do ambiente de serviços de saúde, não há evidências que demonstrem benefícios do uso de máscaras cirúrgicas ou respiratórias para a proteção contra a exposição ao vírus em ambientes abertos.

  Se optar por utilizar máscara, o uso adequado das mesmas segue os seguintes parâmetros:

 _ Colocar a máscara cuidadosamente para cobrir a boca e o nariz e ajuste-a corretamente para melhor adaptação ao formato do rosto.

_ Evitar tocar na máscara durante o seu uso. Se tocar na máscara, para removê-la, por exemplo, higienizar as mãos utilizando água e sabão ou soluções alcoólicas.

_ Trocar a máscara quando apresentar umidade.

_ Utilizar máscara isoladamente, sem seguir as recomendações descritas acima, não garante proteção.

  Para todos os indivíduos com sintomas respiratórios (febre, tosse, dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações ou dificuldade respiratória):

 _ Higienizar as mãos com freqüência, utilizando água e sabão ou soluções alcoólicas, especialmente se tocar a boca e nariz ou superfícies potencialmente contaminadas, principalmente após tossir ou espirrar.

_ Cobrir o rosto (boca e nariz) quando tossir ou espirrar com lenço descartável.

_ Permanecer em casa durante dez dias, utilizando máscara cirúrgica descartável.

_ Reduzir contatos sociais desnecessários

_ Mensurar a temperatura três vezes ao dia e usar antitérmicos.

_ Ficar atento para o surgimento de febre _ 38º C e tosse

_ Procurar  seu médico ou serviço de saúde para avaliação se os sintomas acima persistirem                    

            Em crianças, sinais de insuficiência respiratória (dificuldade para respirar ou  falar  e respiração curta e rápida, com gemidos; na inspiração: movimentos das narinas, afundamento dos espaços entre as costelas; lábios ou unhas arroxeadas,  desanimada) indicam a necessidade de atendimento urgente.

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