Doutor Carlos Leite

30 de novembro de 2008

Convulsão febril

Arquivado em: Pediatria — admin @ 16:56

A atividade cerebral se realiza através de liberação de energia elétrica que circula através das ligações entre as células nervosas, os neurônios. Uma descarga elétrica excessiva e irregular pode provocar uma convulsão: perda momentânea da consciência, relaxamento muscular que pode levar a uma queda, movimentos involuntários de parte do corpo.  Toda convulsão resulta de uma descarga elétrica excessiva no cérebro.

      As disritmias, como são chamadas as alterações que provocam convulsões, tem inúmeras causas, desde infecções gerais ou do sistema nervoso central, traumas durante o parto, traumatismos cranianos, quedas, hipoglicemias e desidratação, entre outras. 

     A primeira convulsão deve ser avaliada por neurologista para determinar o seu tipo e se é necessário tratamento contínuo, para que se consiga a cura.
     Entre as idades de 6 meses e 5 anos, a disritmia mais freqüente é a chamada convulsão febril, considerada benigna porque as crises raramente se repetem, e, desaparecem com a idade; quando fazemos exames, eletro-encefalograma, e radiografia, tomografia ou ressonância do crânio, estes são normais. As crises têm curta duração (minutos, mas podem se prolongar), e por isso não danificam as células nervosas, que ficam sem oxigenação  durante a convulsão.

          Só ocorre em crianças nessa faixa etária, com pico de incidência entre 14 e 18 meses.  Tem origem genética e por isto nem todas as crianças estão sujeitas a ela.

            Aumentos rápidos da temperatura em crianças susceptíveis nessa faixa etária, (entre 6 meses e 5 anos) podem provocá-la: a criança pode cair, perder a consciência e apresentar movimentos involuntários, durando de segundos a poucos minutos, geralmente cessando sem que se tenha tempo de medicá-la. Há casos em que demora a passar.

                       O cuidado indispensável é deitar a criança de lado ou de bruços para evitar que aspire o vômito, que geralmente ocorre.

     Só depois de cessada a convulsão, com a criança totalmente desperta, pode-se fazer medicação oral: antitérmicos, por exemplo.

     Mesmo que o diagnóstico inicial seja de convulsão febril e que já tenha cessado, comunique-se com seu médico para orientação.

 Telefones úteis:

 Seu médico, seu celular, colegas de consultório.

Toxicologia (instruções pelo telefone) 3239-9223 – 3239-9223

Pronto socorro mais próximo

Serviços de ambulância: SAMU  192

                                                   BOMBEIROS 193

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