Estamos assistindo a um alongamento da vida média das pessoas. Provavelmente nossos filhos viverão além dos 100 anos. Para que aproveitem a longevidade com saúde e boa qualidade de vida é preciso que cultivem desde cedo bons hábitos alimentares e façam regularmente algum tipo de exercício. É bem conhecida a pirâmide da saúde que mostra na base os alimento de consumo livre, e em segmentos superiores, aqueles que terão seu uso cada vez mais restrito.
Além dos alimentos básicos, proteínas, carbohidratos e gorduras, devemos ingerir quantidades satisfatórias de fibras, vitaminas, sais minerais, e vários micronutrientes que se distribuem em pequenas quantidades nos alimentos que fazem parte de nossa dieta. Daí a necessidade de ter uma alimentação variada para que tenhamos acesso a todos eles: usando alimentos de vários grupos teremos mais chance de recebê-los. Também é preciso controle da quantidade daqueles alimentos que devemos usar com moderação, como sal, gorduras e açucares, que são nocivos, se usados em excesso.
Como os adultos, as crianças obesas estão sujeitas a uma maior incidência de várias complicações: em curto prazo, dificuldade de aceitação pelo grupo, apelidos negativos, além dos naturais problemas emocionais, depressão e baixa estima, causados pela insatisfação com o aspecto físico. A longo prazo, doenças como diabete, hipertensão, distúrbios do metabolismo de gorduras (dislipidemias), arteriosclerose, problemas ortopédicos, hérnias, varizes. Tudo piora se ocorre na adolescência. Nesse caso, mais do que nunca, prevenir é o melhor caminho. Aqui entram os hábitos alimentares, já discutidos: preferir alimentos cozidos ou assados, (pela baixa quantidade de gordura e conseqüente, menos calorias; cada grama de proteína ou carbohidrato gera 4 calorias, enquanto cada grama de gordura produz 9 calorias, além da possibilidade de criar depósitos nas artérias), consumir mais cereais integrais, usar mais as frutas, legumes e verduras de baixo valor calórico.
Bom costume é iniciar as refeições com uma salada, quando a criança pode comer à vontade e depois completar com pequenas porções dos alimentos que ela preferir, estimulando-a a saborear cada garfada como aquele menino que lambia a colher toda vez que levava o doce de leite à boca , enquanto seu irmão só a lambia no final, e sempre acabava a refeição primeiro, apesar de comer mais.
Troque carne gorda por peixes e aves; reduza ao mínimo o consumo de guloseimas (refrigerantes, sanduíches, mel, balas, biscoitos, sorvetes, doces, chocolates, chips, que não acrescentam nada), controle o tempo em frente do computador ou da televisão, quando as inevitáveis idas à geladeira acontecem.
Se a influencia genética é grande (história familiar de obesidade), é ainda mais importante manter a disciplina alimentar; criar o hábito de praticar esportes ou exercícios físicos. Estes, quando feitos com constância, liberam endorfinas que dão sensação de bem estar, e se transformam em atividade lúdica que o próprio organismo passa a exigir. Também aumentam o metabolismo corporal e o consumo de calorias, fortificam todo o organismo e aumentam a massa muscular. Na sua prática, no clube, academia ou lugar da caminhada, cria novo grupo de relacionamento com pessoas diferentes, e mantêm a criança longe da geladeira. Geralmente após atividades físicas temos necessidade de repor o liquido perdido, o que reduz o apetite.