Composto pelas vacinas oferecidas pelo Ministerio da Saude, através dos postos de vacinação, à toda a população.
Estas são as vacinas:
VACINA CONTRA TUBERCULOSE.
Com a difusão da AIDS, a tuberculose voltou a ser problema mundial, mesmo em países onde estava erradicada. A contaminação pelo Bacilo de Koch, que provoca a doença, faz-se através de contato prolongado com pessoa doente, em condições de eliminar bacilos. Para isto é necessário que o bacilo tenha destruído parte do tecido pulmonar formando “caverna” e que esta esteja ligada a um brônquio, o que permite a eliminação dos germes pela respiração ou tosse.
A vacina, BCG, é composta de bacilos atenuados, para aplicação intradérmica e protege, seguramente, contra formas graves da doença(meningite tuberculosa e tuberculose miliar, mas não evita que se contraia a doença primaria). Provoca uma infecção no local da aplicação algumas semanas após, com formação de um nódulo que pode drenar, mas que dispensa cuidados especiais. Às vezes há formação de caroço (gânglio) na axila direita. A cicatrização ocorre em período variável de 4 a 6 semanas deixando marca permanente.
Estão em fase terminal de pesquisa (fase II B) novas vacinas (gênica, dirigida contra toxinas do bacilo, e, a proteica) contra Tuberculose, que prometem desenvolver melhor proteção, inclusive nos infectados, impedindo a reativação da bactéria.Será possivel a sua aplicação por spray, para que atinja diretamente o tecido pulmonar, inclusive em portadores de HIV.
O BCG atual, intradermico, pode ser aplicada desde o nascimento. O reforço, que era aplicado aos 10 anos, foi suspenso até melhor avaliação de sua necessidade. Esse reforço deve ser mantido quando a vacina for usada para prevenção da Hanseníase.
Se necessário, use os analgésico recomendados, que podem ser alternados e repetidos a cada 4 a 6 horas: ( dipirona – 2 gotas cada 3 k de peso, ou, paracetamol - 1 gota por k de peso)
VACINA CONTRA HEPATITE B
A transmissão da HEPATITE B é semelhante à da AIDS: contato sexual, uso de material contaminado (seringas, agulhas ou tinta de tatuagem, instrumentos de manicure, como alicate de cutícula, tesourinha, navalha de barbeiro, etc.), contato com sangue contaminado ou seus derivados, e no parto, a gestante portadora do vírus pode contaminar o recém nascido. O período de incubação varia de 50 a 180 dias, com manifestações iniciais leves. Pode evoluir para cura, para formas fulminantes ou para infecção crônica, tornando o infectado transmissor, caminhando para a cirrose ou câncer do fígado. Quanto mais cedo a idade de contágio, maior a possibilidade de evolução para formas crônicas.
A vacina, produzida por engenharia genética, é absolutamente segura e confere proteção próxima de 95%, duradoura, mas não se sabe se definitiva.
Deve ser aplicada via intramuscular, em qualquer idade, desde o período neo-natal até adultos, em 3 doses, nos tempos de zero, um e seis meses. Quando a parturiente é portadora do vírus, o recém-nascido deve receber a 1ª dose até 12 horas do nascimento, junto com imunoglobulinas. .
VACINA CONTRA O ROTAVIRUS
O Rotavirus é o maior responsável por internações hospitalares de lactentes, nos quais provoca diarréia grave e desidratação. Ataca menores de 5 anos com maior incidência abaixo de 2 anos. O número de casos não tem declinado apesar da melhora das condições sanitárias e de higiene.
. A primeira vacina desenvolvida usou cepa de vírus de animais (bovinos e macacos) pela facilidade de manuseio e não foi aprovada. Nova vacina foi desenvolvida, a partir de vírus humano vivo e atenuado, de cepa monovalente (89-12, chamada Rix 4414), que promove resistência cruzada contra os 5 tipos mais prevalentes desse vírus. Foi aprovada e já está em uso em vários paises. A sua aplicação está indicada para todo lactente entre 6 e 12 semanas. Nesse período são feitas 2 doses, via oral, com intervalo mínimo de 4 semanas, podendo ser aplicada junto com qualquer outra vacina.
Já adotada no mundo todo, sem efeitos colaterais ou reações importantes. Novas vacinas, com outras cepas, estão aguardando aprovação para serem comercializadas.
Desde a metade do ano, a Rix 4414 está disponibilizada nos postos públicos de saúde.
VACINAS CONTRA PARALISIA INFANTIL
A paralisia infantil ou poliomielite é doença infecciosa muito grave, causada por 3 tipos de vírus que atacam de preferência célula nervosa da medula, causando sua destruição. Como conseqüência, os músculos que seriam estimulados por essas células destruídas ficam paralisados. Pode ser transmitida por contato com pessoa doente ou através de água contaminada, quando provoca epidemias. Felizmente está erradicada de nosso país, mas poderá voltar, caso se interrompam a vacinação rotineira das crianças e as campanhas anuais de vacinação.
Existem dois tipos de vacinas:
VACINA SALK, composta dos 3 vírus inativados, para aplicação intramuscular. Foi a 1a vacina capaz de produzir anticorpos que protegem contra a doença, mas não impedem a fixação dos vírus selvagens no intestino, onde eles se multiplicam e são eliminados em condição de contaminar outras pessoas. Esta não é fornecida nos postos de vacinação.
VACINA SABIN também composta dos 3 vírus, só que são vivos e atenuados. Simulam a infecção natural, estimulando a produção de anticorpos, além de se fixar no intestino, impedindo a presença dos vírus selvagens. Aí os vírus atenuados se multiplicam e durante duas semanas são eliminados e competem na natureza com os vírus selvagens, ajudando a evitar e/ou combater epidemias.
A imunização básica consiste de 3 doses aos 2, 4 e 6 meses de idade, com reforços aos 18 meses e 5 anos. Deve-se aplicar as doses extras das campanhas, para ajudar a espalhar o vírus atenuado no ambiente.
O uso em adultos, nunca vacinados, deve ser precedido pela aplicação de 2 doses da vacina Salk, com intervalo de 1 mês entre elas.
Contra indicada durante doenças febris e surtos de diarréia e vômitos
Reação rara (menos de 1: 3.200.000), passível de ocorrer nas duas primeiras doses, é a reversão da virulência dos vírus atenuados, causando paralisia pós vacinal. Esses vírus, outra vez selvagens, podem se difundir na natureza, e por esta razão a OMS preconiza a sua substituição pela vacina Salk.
VACINA TRÍPLICE BACTERIANA
Contra tétano, difteria (ou crupe) e coqueluche. Coqueluche e difteria são doenças contagiosas graves, adquiridas no contato com pessoas doentes ou portadoras. Devido à queda natural da imunidade, coqueluche tem ressurgido entre adultos, contaminando lactentes. Por isto recomenda-se que o reforço da vacina aos 14 anos seja feito com triplice bacteriana tipo adulto. O tétano, doença também grave, é causado por uma bactéria anaeróbica muito difundida na natureza, que penetra no organismo através de lesões da pele.
A vacina é composta pelas toxinas tetânica e diftérica inativadas, associadas a extrato da bactéria da coqueluche. Sua aplicação é intramuscular, no mesmo esquema da vacina SABIN: 2, 4, 6. 18 meses e 5 anos.
Contra indicada após 6 anos de idade.
Suas reações são mais freqüentes que as outras vacinas, devidas ao fator coqueluche: dor e febre nas primeiras 48 horas. Às vezes nódulo no local da aplicação e, muito raramente, convulsão. Por isto foi desenvolvida a vacina tríplice acelular, que deve substituí-la nas doses seguintes, caso provoque reação.
Para as reações, se necessário, utilize o analgésico recomendado até de 6/6 horas.
VACINA CONTRA HAEMOPHILUS INFLUENZAE TIPO B
A bactéria Haemophilus Influenzae b (Hib) é a causa mais freqüente de meningite em crianças até 5 anos de idade, mas pode acometer crianças maiores e adultos. E responsável também por outras infecções graves como osteomielite, epiglotite, sepsis e pneumonia.
A transmissão se faz por contato direto com pessoa infectada, mesmo antes que ela apresente qualquer sintoma. Sua incidência é maior no 1º. ano de vida e por isto a sua aplicação deve começar no 2° mês. Menores de 5 anos, não vacinados, após contato íntimo (acima de 24 horas na última semana) com doente acometido de meningite por Hemófilos confirmada, devem receber antibiótico profilático o mais rápido possível.
Existem 3 tipos desta vacina, recomendadas para uso intramuscular no 1° ano, compostas de iguais frações da bactéria, mas acoplados a diferentes proteínas (PRP-OMP, PRP-CRM e PRP-T). Um 4º. tipo, (PRP-D), deve ser aplicado somente a maiores de 1 ano de idade. A PRP-OMP (Pedvax, nome internacional do Laboratório Merck Sharp Dohme), infelizmente com distribuição interrompida, é a melhor delas,porque além de promover bom nível de anticorpos mais cedo, necessita de apenas 3 doses, aos 2, 4 e 15 meses. Não há contra-indicação à sua aplicação após 5 anos ou em adultos.
Contra indicada durante doenças febris e reações graves à l dose
As reações são dor local e febre: Se necessário use o analgésico recomendado.
VACINA CONTRA SARAMPO
O sarampo é uma doença grave, muito contagiosa, causada por vírus específico, que se transmite por contato direto com pessoa infectada, já desde o primeiro dia de febre (3 dias antes de aparecer a erupção) até por volta do oitavo dia da doença. A vacina, preparada do vírus vivo atenuado, é aplicada aos 9 meses (se vacina isolada) e neste caso necessita de reforço aos 15 meses e 14 anos (com a vacina tri-viral). É aplicada por injeção subcutânea ou intramuscular.
Também é eficaz se aplicada até 48 horas após o contato com pessoa contaminada. Se a 1ª dose é feita após 1 ano, precisa de um reforço só anos 14 anos (na puberdade, para estender a proteção contra rubéola na fase reprodutiva das meninas).
Contra indicada durante doenças febris não controladas, e, durante a gestação.
Pequena porcentagem dos vacinados apresenta febre e/ou discreta erupção por 1 ou 2 dias , uma semana após a aplicação. Se necessário, poderá ser usado o analgésico recomendado.
VACINA CONTRA RUBÉOLA
A rubéola é uma virose contagiosa que se transmite por contato direto com pessoa infectada, desde 5 dias antes do início da erupção até 1 semana após. É doença própria da infância endêmica, mas podem ocorrer surtos a cada 4 anos. Gestantes não imunizadas, que adquirirem a doença nos primeiros 4 meses da gravidez, podem ter bebês com má formação.
A vacina, de vírus vivo atenuado, é aplicada aos 15 meses, associada às vacinas contra sarampo e caxumba (MMR) e repetida aos 14 anos.
Contra indicada em gestantes e durante doenças febris. Adultas não imunes devem vacinar-se, evitando a gravidez nos 3 meses seguintes.
As reações descritas são dolorimento local.
VACINA CONTRA CAXUMBA
Como o sarampo e a rubéola, a caxumba é doença contagiosa, causada por vírus que se transmite no contato com pessoa infectada desde 3 dias antes do aumento da glândula até sua regressão total. A maior incidência é no inverno e primavera.
Nas crianças, embora tenha evolução benigna, pode causar complicações como encefalite, pancreatite e acometer as gônadas (testículos ou ovários) levando à esterilidade. Em adultos é sempre mais grave.
A vacina, de vírus vivo atenuado para uso intramuscular, é aplicada aos 15 meses, associada às vacinas contra rubéola e sarampo (MMR) e repetida aos 14 anos.
Não deve ser aplicada em gestante.
São descritas reações locais, raramente febre.
VACINA MMR OU SRC ou TRÍPLICE VIRAL
Composta das vacinas contra sarampo, rubéola e caxumba, numa única ampola, para aplicação subcutânea ou intramuscular aos 15 meses de idade, com dose de reforço aos 5 ou 14 anos.
Contra indicada durante a gravidez.
Na ocorrência de reações, pode-se usar o analgésico recomendado.
VACINA DUPLA BACTERIANA
Contra difteria e tétano é composta das toxinas inativadas destas doenças, para aplicação intramuscular. Provoca menos reações que a vacina tríplice. Existem o tipo infantil e o tipo adulto (menor quantidade de toxina diftérica), para iniciar a vacinação após 6 anos, ou nos reforços após esta idade.
Contra indicação: uso do tipo infantil após os 6 anos de idade.
Nas reações locais, utilize o analgésico recomendado.
VACINA ANTI-TETÂNICA
Como já dissemos, o tétano é causado por uma bactéria anaeróbica muito difundida na natureza. Queimaduras e ferimentos, sobretudo sujos ou ocasionados por metais enferrujados, podem proporcionar o seu acesso ao organismo, quando se multiplicam e produzem toxinas que causam a doença.
A vacina contém apenas o toxoide tetânico que estimula a produção de anticorpos. Pessoas não previamente vacinadas, com ferimentos suspeitos, devem receber soro antitetânico, além da vacinação básica: 1 dose mensal, durante 3 meses. A seguir reforços a cada 10 anos, sendo o primeiro com a vacina tríplice adulto.
Depois do esquema básico e uma dose da vacina tríplice adulto, deve-se fazer reforço de vacina dupla tipo adulto, a cada 10 anos.
Adultos nunca vacinados devem fazer a vacinação básica e um reforço a cada 10 anos.
É comum dor no local da aplicação. Raramente febre. Se necessário, use o analgésico recomendado.
VACINA CONTRA FEBRE AMARELA
A Febre Amarela é urna doença infecciosa grave, causada por vírus que pode ser transmitido por picada do Aedes Aegypte, mosquito que também transmite a Dengue e que prolifera intensamente em nossa cidade desde 1996. Como a permanência prolongada do vetor (mosquito) em alta densidade é o pré-requisito para a ocorrência de uma epidemia de Febre Amarela, aconselhamos a vacinação de todas as pessoas acima de 12 meses (idade reduzida para 6 meses se houver epidemia) que não tenham contra indicação formal a esta imunização (imunodeprimidos, hipersensibilidade à proteína do ovo, doenças graves não controladas) e só deve ser feita em gestantes se houver epidemia franca.
A reação mais comum é dor no local da aplicação. Se necessário, use o analgésico recomendado.
VACINA CONTRA O PNEUMOCOCO, 10 VALENTE
Está programada para os primeiros meses do ano novo a aplicação da nova vacina Pneumococo 10, que será incluida no esquema básico: decisão importante do governo, já que as infecções por esta bacteria são frequentes e graves. Ela é superior à vacina antiga, presente só em clínicas particulares.
Composta de 10 tipos de pneumococos (acrescentou os tipos 1, 5 e 7F, aos 7 tipos da vacina antiga 4, 6B, 9V, 14, 18C, 19F e 23F). Usa como proteina carreadora a proteina D do Hemofilos Influenza não tipificável junto com os toxoides DT e TT. O fabricante (GSK) informa que a proteina D aumenta os níveis de anticorpos DT e TT, sem confirmação de trabalhos definitivos. No esquema preconizado pelo fabricante,
para lactentes entre 6 semanas e 6 meses, apenas 3 doses com intervalos de dois meses e reforço um ano após a última dose.
Entre 7 e 11 meses, 2 doses com intervalo de 2 meses e reforço aos 15 meses e
entre l2 e 23 meses, 2 doses com intervalo de 2 meses, sem necessidade de reforço.
Outra vantagem é que não interfere com a resposta da vacina contra meningite, mesmo que aplicada do mesmo dia.