Mudanças ocorridas
Reforço de vacina contra catapora – uma parcela de vacinados com apenas uma dose tem contraído catapora. É verdade que muito branda, e na nossa experiência, esse número não chega a ser significativo, assim como o número de vesículas. Mas essas vesículas contêm o vírus vivo que pode se transmitir a pessoas não imunes, difundindo a doença. Existem trabalhos indicando o seu reforço após 3 meses da primeira dose, ou, aos 4 anos de idade. Precisamos de mais experiência e aguardamos novos trabalhos para que possamos indicá-lo como rotina. O contato do vacinado com portador de catapora, já funciona como reforço, se ele não adquire a doença. A aplicação do reforço em uma das datas acima não tem contra-indicação. A justificativa para a segunda dose seria a existencia de imunodeprimido na casa, que não deve ter contato com o vírus
Vacinas combinadas – Como prevíamos, o uso de vacinas agrupadas, contra várias doenças em apenas uma injeção está tendo largo uso, por reduzir o número de injeções.
Vacina hexavalente, contra tétano, coqueluche acelular, difteria, pólio inativado, hepatite B e Hemófilos B, com apenas uma injeção, que pode ser usada aos 2 e 6 meses (completando as 3 doses de hepatite B).
Vacina pentavalente, com a mesma proteção da hexavalente, excluindo apenas a hepatite B, para aplicação aos 4 meses.
Tetravacina, (contra difteria, tétano, coqueluche (celular) e Hemófilos) ainda não entrou na rotina das clínicas particulares por conter a coqueluche celular, mas já está disponível na rede publica, com bons resultados conforme trabalhos realizados.
Vacina tetraviral – Em breve deverá ser lançada polivalente contra sarampo, rubéola, caxumba e catapora, programada para um reforço aos 4 anos. Até que tenhamos certeza de que esta é a melhor data, nós preferimos indicá-la para ser feita aos 14 anos, para melhor proteção das adolescentes.
Vacina antipólio inativada – Devido à possibilidade rara (1 caso para 3,2 milhões de doses aplicadas) de que o vírus atenuado (Sabin) possa readquirir sua virulência e provocar a doença, passou-se a aplicar a vacina Salk, de vírus inativado nas 2 doses iniciais. Estas doses produzem proteção apenas humoral contra a doença, sem impedir a colonização do intestino pelo vírus selvagem e nem impedir o estado de portador. Atualmente em 22 países usam-se apenas essas duas doses, com supressão da Sabin posterior. Outros países fazem esquema seqüencial com 2 doses de Salk, seguidas de 2 doses da Sabin. Aqui no Brasil ainda se recomenda o uso subseqüente da Sabin, sobretudo nas “Campanhas do Zé Gotinha”.
A OMS quer retirar o vírus da pólio selvagem de circulação, o que só pode ser feito com a interrupção do uso da vacina Sabin (de vírus vivos que podem readquirir sua virulência e contaminar o ambiente) que seria substituída pela vacina Salk (de vírus inativados que não contaminam o ambiente, mas promovem boa proteção individual). Não se pode calcular em quanto tempo isto poderá ser realizado, mas deve levar muitos anos. Só poderá acontecer quando todos os países do mundo tiverem erradicado a pólio de seu território e estiverem aptos a receber o Certificado de Erradicação, concedido aos países que não tiveram casos de pólio nos últimos três anos.
Vacina dupla tipo adulto – Indicada para crianças após os 7 anos, no reforço dos 14 anos, ou adultos. Difere da dupla normal, por conter menor quantidade da toxina diftérica.
Vacina tríplice bacteriana acelular – É uma nova vacina que utiliza toxinas do agente da coqueluche, no lugar da sua célula inteira, usada na vacina antiga, que é responsável pelas reações mais graves à sua aplicação. Pode ser usada desde a primeira aplicação ou nas doses restantes, em substituição a vacina antiga, se ela provocou reações na 1ª. dose. Se provocar reações, estas serão menos graves.
Só disponível nos CRIEs ou clínicas particulares.
Vacina tríplice tipo adulto – Com a queda progressiva da imunidade à coqueluche, tem havido aumento de casos dessa doença em adolescentes e adultos, levando a circulação da bactéria aos lactentes. Sabemos que os lactentes só adquirem proteção após a 3ª dose dessa vacina, o que não ocorre antes de 6 meses. A gravidade da coqueluche é maior quanto menor a idade da criança, e o aumento dos casos de coqueluche em lactentes mostra a necessidade de um reforço dessa vacina aos 14 anos ou após, substituindo a 1a. dose de reforço da vacina dupla adulto, que deve ser aplicada a cada 10 anos. Dessa maneira se manteria elevado o nível de anticorpos contra o coqueluche nos adultos Essa vacina difere da tríplice normal, por ser acelular (usa toxinas da bactéria da coqueluche, e não sua célula inteira,) além de redução da quantidade de toxina diftérica