A preparação com as mamas desde durante a gravidez diminui as limitações à amamentação. Para lidar com rachaduras do seio que não melhoram com os curativos (conchas) que podem ser adquiridos prontos, algumas vezes é necessária a orientação de serviços de enfermagem especializados, como “Colo de mãe”, “Leite meu”etc..
Mas, se mesmo com essa ajuda você não puder amamentar, seu pediatra indicará o leite que possui a composição mais adaptada à velocidade do desenvolvimento do seu bebê. As composições do leite materno e de vaca são muito diferentes, trazendo uma série de inconvenientes na sua substituição pura e simples. Antigamente os pediatras receitavam várias adições e diluições ao leite de vaca, para torná-lo mais adequado. Hoje indústrias tradicionais assumiram essa tarefa e promoveram as mudanças necessárias, “maternizando-o”, isto é, alterando sua composição para que esteja tão próximo do leite materno quanto possível. O conteúdo de sais, gorduras, proteínas e carboidratos foi alterado tornando-o mais adequado, melhorando sua digestibilidade, reduzindo a possibilidade de causar hemorragias intestinais e alergias, eliminando sobrecarga de certos componentes e a escassez de outros, obedecendo a parâmetros definidos pela Organização Mundial de Saúde. E foram além, facilitando o trabalho médico, com a criação de fórmulas infantis próprias para situações especiais. Exemplo, os leites adequados para nutrição de prematuros (com maior densidade energética, acrescido de ácidos graxos de cadeia longa), fórmulas prontas para tratamento médico de diversas patologias, como as dissacaridases (leite sem lactose) , leite sem gliadina, fórmulas contendo proteínas hidrolisadas para reduzir o poder alergizante da proteína animal. Leite com adição de amido, que se coagula em contato com o meio ácido do estômago, usado nos casos de refluxo gastro-esofágico. Ou ainda leite com proteínas isoladas da soja, para os bebês sabidamente alérgicos, ou, leite com proteínas semi-elementares, destinado aos alérgicos que não toleraram o leite de soja, e também útil para alimentação enteral. E como estímulo às defesas orgânicas, o acréscimo de probióticos e prebióticos às fórmulas, elementos de valor inconteste reconhecido e usados por todas as especialidades médicas, e recentemente, com utilização em doenças inflamatórias intestinais; acréscimo também de ácidos graxos insaturados de cadeia longa, os LC-PUFAs, com futuro tão promissor na modulação da resposta inflamatória e prevenção de problemas alérgicos.
É recomendação de todas as entidades que se dedicam à nutrição infantil, que se deve evitar o uso de leite de vaca “in natura” no 1o ano de vida, época de crescimento rápido (o bebê triplica seu peso e cresce 25 centímetros) e em que se desenvolvem mais os seus aparelhos digestivo e imunológico