EVITANDO DOENÇAS
A capacidade de defesa do organismo é exercida pelo sistema imunológico, composto de células que combatem diretamente os micróbios invasores, outras que produzem substâncias (anticorpos) que ajudam na inativação desses germes ou suas toxinas e um terceiro tipo de células, de memória, que armazenam informações sobre eles. Assim em outra infecção, serão logo reconhecidos, facilitando a produção dos elementos de defesa necessários à sua eliminação, antes que possam causar qualquer dano.
As vacinas são constituídas de bactérias e vírus, vivos atenuados ou inativados, ou suas toxinas, e também por engenharia genética. Quando introduzidas no organismo simulam uma infecção que estimula seu sistema imunológico a se organizar contra o germe, específico daquela vacina, simulando doença inaparente ou com poucos sintomas, sem causar dano ao organismo. Assim, cada vacina protege o organismo contra um determinado germe.
Além de preparar as defesas do organismo, as vacinas podem provocar reações indesejáveis, que vão desde eritema (ou vermelhidão) e dor no local da aplicação, febrícula, até reações mais graves que podem requerer atenção médica imediata, por vezes exigindo aplicação de medicamentos. As reações mais graves são raras, mas podem ocorrer. De qualquer modo, o dano causado pela doença é maior que o dessas possíveis reações.
Por segurança, após aplicação de qualquer vacina, aguarde alguns minutos em nossa sala de espera e nos comunique se perceber alguma das seguintes reações:
- Prurido local, manchas vermelhas elevadas no corpo (urticária).
- Obstrução nasal, espirros, dificuldade para respirar, chieira, tosse.
- Tonteira, náuseas, sensação de mal estar, febre alta.
Podem ocorrer reações tardias, geralmente de pouca importância, que não necessitam de medicação. Não deixe de nos informar sobre elas para que avaliemos a sua intensidade: nas próximas doses pode ser necessária a aplicação prévia de algum medicamento, a redução da quantidade aplicada ou mesmo a sua suspensão.
Se, você, ou familiar, tem imunodeficiência (congênita ou AIDS), ou em uso atual ou recente de imunossupressores (corticoides em doses altas, quimioterapia), imunoglobulinas, transfusões de sangue ou plasma, ouça sempre seu médico: pode ser necessário retardar ou contra-indicar a aplicação da vacina. Também gestantes não imunes à catapora, devem evitar contacto com recém vacinados que apresentarem vesículas após a vacina: o conteúdo destas vesículas contem vírus vivos, que podem contagiar contactos não imunes.
Você pode aplicar várias vacinas ao mesmo tempo, desde que use seringas e locais diferentes (no mesmo membro, com 2,5 cm de distância) , ou, se usar vacinas agrupadas: hexa, penta, tetravacina ou triviral.
As vacinas de vírus vivos (Triviral, Catapora, Febre Amarela, exceto Sabin e Rotavirus) devem ser feitas no mesmo dia ou com espaço de 1 mês. Após transfusão de hemoderivados devem aguardar seis meses para sua aplicação. Em casos de urgência aplica-se a vacina e após um mês, avalia-se a sua eficiência, dosando-se os anticorpos gerados, para avaliar necessidade de repetir a vacina.
As vacinas conjugadas que têm o mesmo radical protéico não devem ser aplicadas no mesmo dia : desconfia-se que isto reduz a resposta imunitária.
Procure seguir as datas marcadas para as doses, mas atraso no esquema não obriga a reinício da série: apenas complete as doses que faltam.
Conserve seu cartão de vacinas sempre, pois você precisará de reforços periódicos.
Em caso de dúvida, ouça seu médico.